<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><title>Fabio Giambiagi</title><link>https://www.estadao.com.br/economia/fabio-giambiagi/</link><description>Últimos artigos de Fabio Giambiagi</description><atom:link href="https://paulofeh.github.io/rss-de-valor/feeds/fabio_giambiagi_feed.xml" rel="self"/><language>pt-br</language><lastBuildDate>Wed, 20 May 2026 00:31:43 -0300</lastBuildDate><ttl>60</ttl><item><title>Supersalários e penduricalhos: É impossível conter gasto sem sacrifício também do ‘andar de cima’</title><link>https://www.estadao.com.br/economia/fabio-giambiagi/supersalarios-e-penduricalhos-e-impossivel-conter-gasto-sem-sacrificio-tambem-do-andar-de-cima/</link><description>&lt;html&gt;
  &lt;body&gt;
    &lt;p&gt;Este é o primeiro de um &lt;a href="https://www.estadao.com.br/economia/fabio-giambiagi/pais-nao-aguenta-mais-quatro-anos-de-gasto-crescente-deficit-publico-astronomico-e-juros-na-lua/"&gt;conjunto de dez artigos com propostas para 2027&lt;/a&gt;. Infelizmente, dada a magnitude que assumiu o gasto público no Brasil, não há como fazer &lt;a href="https://www.estadao.com.br/economia/ajuste-fiscal-nao-e-uma-dor-e-uma-solucao-diz-ana-paula-vescovi-ex-tesouro/"&gt;ajuste fiscal&lt;/a&gt; no País sem que ele afete o gasto dito “social”. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Quem diz que é possível combater um déficit público de mais de 8% do &lt;a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/pib-produto-interno-bruto/"&gt;Produto Interno Bruto (PIB)&lt;/a&gt; sem ajustar o gasto social está simplesmente mentindo. Porém, também é impossível controlar o gasto sem que parte do sacrifício incida sobre aqueles setores de maior renda e que, na terminologia de Élio Gaspari, formam o “andar de cima”.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;O belo livro de Bruno Carazza, O País dos Privilégios (Companhia das Letras), é uma leitura obrigatória para definir o roteiro dessa agenda.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;A lista de especificidades é extensa, mas os privilégios podem ser agrupados nos seguintes itens, alguns relacionados entre si:&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;1) supersalários;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;2) penduricalhos;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;3) remunerações iniciais muito elevadas na carreira;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;4) pagamento de valores astronômicos a título de “retroatividades” associadas a decisões judiciais;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;5) regimes de trabalho diferenciados, por envolverem um período absurdo de férias por ano – por exemplo, dois meses – ou regras moralmente indefensáveis de aposentadoria precoce.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Conversando uma vez com um governador acerca do “espelho” a nível estadual das questões acima expostas, ele me disse um princípio que vale a pena ter em conta. Ele manifestou sabiamente: “Não entro em briga para perder”. Em política, é necessário saber escolher as disputas, porque não é possível mudar tudo ao mesmo tempo.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;No Congresso Nacional, existe a realidade conhecida dos “vetos cruzados”: “A” apoia “B” para evitar a aprovação da proposta “1”, e “B” apoia “A” para evitar a proposta “2”, em cujo caso nada passa no plenário. É preciso saber escolher as bandeiras a defender.&lt;/p&gt;
    &lt;h3&gt;Leia também&lt;/h3&gt;
    &lt;p&gt;Uma agenda realista sobre essa temática deveria envolver quatro ou cinco pontos mais importantes, com destaque para:&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;a) a retomada do debate legislativo sobre a revisão das regras de aposentadoria dos militares, que está parada no Congresso Nacional;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;b) um projeto preciso de limitação dos supersalários;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;c) medidas legislativas que minimizem a possibilidade de pagamentos exorbitantes de “retroativos”;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;d) a normatização clara do que poderia ser considerado “verba indenizatória”, para diminuir fortemente os valores pagos nessa rubrica;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;e) o pagamento pleno de Imposto de Renda por parte de categorias que se valem de mecanismos diversos de elisão.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Trata-se de uma agenda difícil, mas necessária.&lt;/p&gt;
  &lt;/body&gt;
&lt;/html&gt;</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Fabio Giambiagi</dc:creator><pubDate>Wed, 20 May 2026 00:31:43 -0300</pubDate><guid>https://www.estadao.com.br/economia/fabio-giambiagi/supersalarios-e-penduricalhos-e-impossivel-conter-gasto-sem-sacrificio-tambem-do-andar-de-cima/</guid><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/economia/fabio-giambiagi/supersalarios-e-penduricalhos-e-impossivel-conter-gasto-sem-sacrificio-tambem-do-andar-de-cima/</guid></item></channel></rss>