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<rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><title>Marcos Jank</title><link>https://www.estadao.com.br/economia/marcos-jank/</link><description>Últimos artigos de Marcos Jank</description><atom:link href="https://paulofeh.github.io/rss-de-valor/feeds/marcos_jank_feed.xml" rel="self"/><language>pt-br</language><lastBuildDate>Wed, 20 May 2026 00:31:41 -0300</lastBuildDate><ttl>60</ttl><item><title>O futuro da segurança alimentar na China</title><link>https://www.estadao.com.br/economia/marcos-jank/o-futuro-da-seguranca-alimentar-na-china/</link><description>&lt;html&gt;
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    &lt;p&gt;O crescimento extraordinário do &lt;a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/agronegocio/"&gt;agronegócio&lt;/a&gt; brasileiro nas últimas quatro décadas combina recursos naturais, tecnologia tropical e produtores arrojados. Mas deriva também da imensa demanda chinesa por commodities agropecuárias. A transferência de mais de 200 milhões de trabalhadores rurais para as cidades criou a indústria manufatureira mais competitiva e a maior classe média emergente do planeta. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Por conta disso, nossas exportações agro para a &lt;a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/china-asia/"&gt;China&lt;/a&gt; cresceram 20% ao ano desde 2000 e hoje somam mais de US$ 50 bilhões anuais. A China é o maior importador mundial de commodities agropecuárias e o Brasil, o seu maior fornecedor.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Mas a China não brinca em serviço no tema segurança alimentar. Em março foi publicado o 15º Plano Quinquenal (2026-2030) com uma novidade conceitual: pela primeira vez a agricultura deixa de ser um problema econômico-social do país para se tornar uma questão de segurança nacional e existencial do Estado chinês.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;É a inflexão mais significativa desde que Deng Xiaoping desmontou o coletivismo das comunas de Mao Zedong, que havia produzido a Grande Fome de 1958 a 1962. Agora, a agricultura será oficialmente tratada como prioridade de segurança e fronteira tecnológica de ambição global da China.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;As metas do 15º Plano são concretas: produção de 725 milhões de toneladas de grãos por ano, mais do que o dobro da produção brasileira, expansão de terras de alto padrão com irrigação e mecanização, sementes soberanas com biotecnologia em larga escala, mais seguro e crédito e melhor infraestrutura no campo.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Outros temas centrais são o aumento da renda rural, a integração urbano-rural e programas de saúde e educação no campo, onde predominam milhões de pequenos produtores já idosos. Transformar essa agricultura envelhecida e fragmentada em potência tecnológica será um enorme desafio.&lt;/p&gt;
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    &lt;/ul&gt;
    &lt;p&gt;O plano aposta em biologia sintética e proteínas alternativas como fronteiras de inovação, temas por ora ainda sem metas numéricas. A consultoria global Systemiq publicou recentemente o relatório China’s Food Future (O Futuro Alimentar da China), afirmando que a China vai reduzir suas importações de soja em 25% até 2030 e que as proteínas alternativas vão atender entre 35% e 55% da demanda de proteína animal até 2050. Essas projeções precisam ser lidas com ceticismo.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Sistemas agroalimentares são governados por biologia, agronomia e cultura, e são muito mais resistentes à transformação rápida do que painéis solares, baterias e veículos elétricos, em que o sucesso chinês foi enorme.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Enquanto o potencial de crescimento da oferta agrícola brasileira é imenso, o da China é limitado pela escassez de terras férteis e restrições severas no uso de água. A China continuará sendo o maior produtor, consumidor e importador de produtos agropecuários do mundo por muito tempo, e o Brasil, seu fornecedor mais competitivo e confiável. Mas a prudência nos recomenda buscar outros mercados.&lt;/p&gt;
  &lt;/body&gt;
&lt;/html&gt;</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Marcos Jank</dc:creator><pubDate>Wed, 20 May 2026 00:31:41 -0300</pubDate><guid>https://www.estadao.com.br/economia/marcos-jank/o-futuro-da-seguranca-alimentar-na-china/</guid><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/economia/marcos-jank/o-futuro-da-seguranca-alimentar-na-china/</guid></item></channel></rss>