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<rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><title>Malu Gaspar</title><link>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/</link><description>Últimos artigos de Malu Gaspar</description><atom:link href="https://paulofeh.github.io/rss-de-valor/feeds/malu_gaspar_feed.xml" rel="self"/><language>pt-br</language><lastBuildDate>Wed, 20 May 2026 00:30:22 -0300</lastBuildDate><ttl>60</ttl><item><title>Advogado de ex-presidente do BRB sinaliza divergências sobre delação e abandona defesa</title><link>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/advogado-de-ex-presidente-do-brb-deixa-defesa-durante-tratativas-para-delacao.ghtml</link><description>&lt;p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O advogado Eugênio Aragão deixou nesta terça-feira (19) a defesa do ex-presidente do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/empresa/brb/"&gt;BRB&lt;/a&gt; Paulo Henrique Costa, que negocia uma delação premiada no âmbito do caso do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/empresa/banco-master/"&gt;Banco Master&lt;/a&gt;. Aragão havia sido contratado há menos de um mês por PH Costa, como o executivo é conhecido, junto de Davi Tangerino. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O criminalista anunciou a decisão por meio de uma nota divulgada à imprensa na qual manifesta divergência em relação ao conteúdo da colaboração discutida com a Justiça. Aragão sugere não haver "provas consistentes e inequívocas" relativas às informações que Costa pretende apresentar à &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/policia-federal"&gt;Polícia Federal&lt;/a&gt; (PF) e à Procuradoria-Geral da República (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/pgr/"&gt;PGR&lt;/a&gt;). &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; "Com quase 30 anos de atuação no &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/mpf/"&gt;Ministério Público Federal&lt;/a&gt; e extensa trajetória em funções de cúpula da instituição, Eugênio Aragão somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade", diz o comunicado. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; "Eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas". &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A entrada de Aragão e Tangerino na defesa de PH Costa em 22 de abril foi interpretada como o movimento mais incisivo do ex-presidente do BRB rumo a um acordo de delação, seguindo os passos do dono do Master, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/daniel-vorcaro/"&gt;Daniel Vorcaro&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Ex-ministro da Justiça no governo &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/dilma-vana-rousseff"&gt;Dilma Rousseff&lt;/a&gt;, o criminalista tem grande trânsito no meio jurídico em &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/cidade/brasilia"&gt;Brasília&lt;/a&gt;. Ainda não há informação se a família de Costa sonda outros advogados para substituí-lo. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O advogado anterior de PH Costa, Cléber Lopes, também representava o ex-governador do Distrito Federal &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/ibaneis-rocha"&gt;Ibaneis Rocha&lt;/a&gt; (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/mdb/"&gt;MDB&lt;/a&gt;), potencial alvo da colaboração do ex-dirigente do BRB. O vínculo poderia levantar questões de conflito de interesse, já que ambos estão diretamente implicados no escândalo das carteiras fraudadas que o Master vendeu ao BRB e na tentativa de compra da instituição financeira de Vorcaro pelo banco estatal de Brasília. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Após a mudança no tabuleiro jurídico, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/andre-mendonca/"&gt;André Mendonça&lt;/a&gt;, relator do caso Master, atendeu a um pedido dos advogados de Costa e transferiu o ex-presidente do BRB para o 19ª Batalhão da &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/policia-militar"&gt;Polícia Militar&lt;/a&gt; do Distrito Federal, conhecido como "Papudinha". &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A decisão de Mendonça também foi interpretada como mais um passo na direção de uma delação. Costa estava preso na Penitenciária da Papuda, que fica no mesmo complexo, mas é administrada pelo governo do DF. Já a Papudinha é administrada pela PM. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Na ocasião, Eugênio Aragão e Davi Tangerino sustentaram que o executivo não poderia “discutir eventuais fatos delitivos de forma eficiente” e nem “manusear fontes de prova” durante a negociação do acordo nas instalações da Papuda. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Uma das preocupações dos advogados é com o fato de a penitenciária estar sob o guarda-chuva do governo distrital, quando se dá como certo que Ibaneis Rocha será personagem central de uma eventual colaboração, assim como a sucessora do emedebista, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/celina-leao"&gt;Celina Leão&lt;/a&gt; (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/pp/"&gt;PP&lt;/a&gt;). Temia-se que existissem escutas ambientais para monitorar as conversas dos detentos, embora isso não tenha sido admitido publicamente pela defesa. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A Papudinha é destinada a policiais, autoridades e militares como o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpriu pena ali até migrar provisoriamente para o regime domiciliar por razões de saúde. Como oficial da reserva das &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/forcas-armadas/"&gt;Forças Armadas&lt;/a&gt;, Costa foi transferido para as instalações e hoje ocupa a mesma cela por onde passou Bolsonaro. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Outra alternativa à Papuda seria a Superintendência da PF em Brasília. Mas o superintendente da corporação, Alfredo Junqueira, alegou a Mendonça que não havia celas disponíveis na unidade, que já mantém Vorcaro sob custódia. Além da dificuldade logística, essa opção colocaria dois potenciais delatores no mesmo local, o que não é recomendado, já que eles não podem se comunicar. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Costa é acusado pela Polícia Federal de corrupção passiva e lavagem de dinheiro de propinas recebidas do Banco Master para aprovar as compras de carteiras fraudulentas. Os investigadores identificaram seis imóveis que teriam sido recebidos como propina, quatro em &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/uf/sao-paulo"&gt;São Paulo&lt;/a&gt; e dois em Brasília, avaliados em R$ 146 milhões no total. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; De acordo com a PF, R$ 74,6 milhões foram efetivamente pagos – o pagamento total não teria sido efetuado porque Vorcaro teria tido conhecimento da investigação sigilosa aberta pelo Ministério Público Federal para apurar as transações. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Na decisão que levou Paulo Henrique Costa à cadeia, Mendonça apontou que o ex-presidente do BRB “atuava como um verdadeiro mandatário” de Vorcaro dentro do banco estatal de Brasília, em troca de receber os imóveis. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Segundo os investigadores, os imóveis de luxo e altíssimo padrão eram escolhidos segundo critérios pessoais e familiares – e tratados diretamente por Paulo Henrique Costa com Vorcaro e o advogado Daniel Monteiro, também preso por determinação do ministro do STF. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Paulo Henrique “visitava ou validava os imóveis selecionados”, cobrava o andamento das aquisições e chegou a "demonstrar preocupação com a falta de documentação formal do arranjo", descreveu Mendonça na decisão de 32 páginas que determinou a prisão de Monteiro e do ex-presidente do BRB. &lt;/p&gt;</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Malu Gaspar</dc:creator><pubDate>Wed, 20 May 2026 00:30:19 -0300</pubDate><guid>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/advogado-de-ex-presidente-do-brb-deixa-defesa-durante-tratativas-para-delacao.ghtml</guid><guid isPermaLink="true">https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/advogado-de-ex-presidente-do-brb-deixa-defesa-durante-tratativas-para-delacao.ghtml</guid></item><item><title>Aliados de Lula se dividem sobre estratégia de insistir na indicação de Messias para o STF</title><link>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/aliados-de-lula-se-dividem-sobre-estrategia-de-insistir-na-indicacao-de-messias-para-o-stf.ghtml</link><description>&lt;p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A possibilidade de Luiz Inácio &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/luiz-inacio-lula-da-silva"&gt;Lula&lt;/a&gt; da Silva insistir na indicação de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/jorge-messias/"&gt;Jorge Messias&lt;/a&gt; para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/stf"&gt;STF&lt;/a&gt;) divide aliados do próprio presidente da República. A ala mais combativa avalia que o Palácio do Planalto não deveria se curvar aos desejos do presidente do Senado, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/davi-alcolumbre"&gt;Davi Alcolumbre&lt;/a&gt; (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/uniao-brasil/"&gt;União Brasil&lt;/a&gt;-AP), enquanto os mais pragmáticos acham que o presidente deveria deixar uma nova indicação para um momento mais propício. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O regimento do Senado não permite que um candidato já rejeitado seja apreciado numa mesma sessão legislativa, ou seja, no mesmo ano. Isso significa que, mesmo que Lula reapresente o nome de Messias, Alcolumbre pode recorrer ao regimento e recusar a indicação sumariamente. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Mesmo assim, uma ala do lulismo acha que ainda vale a pena insistir em emplacar Messias no Supremo ainda neste ano, por uma questão estratégica: mostrar que o presidente da República não vai ceder à vontade de Alcolumbre nem abrir mão da prerrogativa de indicar quem quiser para o STF, e ainda reforçar a imagem de que o Congresso é quem impede o Executivo de governar . &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Vem seguindo essa linha de argumentação, que se traduz no slogan “Congresso inimigo do povo”, o líder do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/pt/"&gt;PT&lt;/a&gt; na Câmara dos Deputados, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/lindbergh-farias"&gt;Lindbergh Farias&lt;/a&gt; (PT-RJ), o deputado federal e o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/paulo-teixeira"&gt;Paulo Teixeira&lt;/a&gt; (PT-SP), e o coordenador do grupo Prerrogativas, o advogado Marco Aurélio de Carvalho. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “Messias ganhou o debate político na sociedade para vaga no Supremo. Os aplausos que ele recebeu na posse do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/tse"&gt;TSE&lt;/a&gt; demonstraram isso [quando Messias recebeu trinta segundos de aplausos ao ser mencionado em discurso pelo presidente da OAB, Beto Simonetti]”, disse Teixeira à equipe do blog. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Mas nem todos os petistas próximos do presidente se alinham a essa opinião. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Lideranças no Senado, como &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/jaques-wagner"&gt;Jaques Wagner&lt;/a&gt; (PT-BA) e &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/randolfe-rodrigues"&gt;Randolfe Rodrigues&lt;/a&gt; (PT-AP), preferem trabalhar por uma pacificação entre Alcolumbre e Lula e não insistir em novo confronto com Alcolumbre num momento em que o Palácio do Planalto aposta na aprovação no Congresso de medidas de grande apelo popular, como o fim da escala 6 por 1. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Segundo relatos obtidos pela equipe da coluna, essa é também a opinião dos ministros da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e do Trabalho, Luiz Marinho, além do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que mantém influência nos bastidores do PT. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “Sidônio acha que o presidente precisa indicar uma mulher negra”, afirmou ao blog um interlocutor de Lula com bom trânsito no meio jurídico. “Ainda que seja rejeitada, a aposta é a de que Lula subiria nas pesquisas.” &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A rejeição de Messias para o Supremo, a maior derrota de Lula no Congresso neste terceiro mandato, foi fruto de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/04/como-alcolumbre-e-flavio-bolsonaro-derrubaram-messias-e-conseguiram-impor-derrota-historica-a-lula.ghtml"&gt;&lt;strong&gt;uma articulação comandada por Alcolumbre, &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;que colocou do mesmo lado o pré-candidato do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/pl/"&gt;PL&lt;/a&gt; à Presidência, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/flavio-bolsonaro"&gt;Flávio Bolsonaro&lt;/a&gt;, e o ministro &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/alexandre-de-moraes/"&gt;Alexandre de Moraes&lt;/a&gt;, que atuaram na mesma direção ainda que cada um tivesse um motivo diferente. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O de Flávio era medir forças com Lula no Senado, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/04/alexandre-de-moraes-atuou-pela-rejeicao-a-messias-em-votacao-que-impos-reves-a-andre-mendonca.ghtml"&gt;&lt;strong&gt;enquanto Moraes agiu para impedir o fortalecimento no Supremo da ala mais próxima de André Mendonça,&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; cabo eleitoral de Messias e relator das investigações do caso Master. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Até então, a última vez que o Senado tinha barrado um nome apresentado pelo presidente da República para o STF havia sido em 1894, no governo &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/floriano-peixoto"&gt;Floriano Peixoto&lt;/a&gt;. É por isso que para alguns petistas essa foi uma derrota tão difícil de engolir. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “São os batedores de lata versus os sensatos. Se Lula fizer uma nova indicação de Messias, Davi mostrará o que é fúria”, comentou um interlocutor de Alcolumbre ouvido pelo blog, já antecipando que o aliado toparia a queda de braço sem constrangimento e não pouparia o governo de mais uma humilhação. &lt;/p&gt;</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Malu Gaspar</dc:creator><pubDate>Wed, 20 May 2026 00:30:20 -0300</pubDate><guid>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/aliados-de-lula-se-dividem-sobre-estrategia-de-insistir-na-indicacao-de-messias-para-o-stf.ghtml</guid><guid isPermaLink="true">https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/aliados-de-lula-se-dividem-sobre-estrategia-de-insistir-na-indicacao-de-messias-para-o-stf.ghtml</guid></item><item><title>‘Dark Horse’: petistas acionam TSE para impedir estreia de filme sobre Jair Bolsonaro até eleições</title><link>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/dark-horse-petistas-acionam-tse-para-impedir-estreia-de-filme-sobre-jair-bolsonaro-ate-eleicoes.ghtml</link><description>&lt;p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O grupo Prerrogativas e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), ambos aliados do presidente &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/luiz-inacio-lula-da-silva"&gt;Lula&lt;/a&gt;, decidiram acionar nesta terça-feira (19) o Tribunal Superior Eleitoral (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/tse"&gt;TSE&lt;/a&gt;) para pedir a abertura de uma investigação&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/a-estrategia-da-campanha-de-flavio-bolsonaro-para-contrato-de-financiamento-de-filme.ghtml"&gt;&lt;strong&gt; sobre o financiamento de “Dark Horse”, &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;longa-metragem sobre a carreira política de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/jair-messias-bolsonaro"&gt;Jair Bolsonaro&lt;/a&gt; que recebeu R$ 61 milhões do dono do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/empresa/banco-master/"&gt;Banco Master&lt;/a&gt;, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/daniel-vorcaro/"&gt;Daniel Vorcaro&lt;/a&gt;. O filme tem estreia prevista para setembro, a um mês das eleições presidenciais. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A ação visa impedir o lançamento de “Dark Horse” até o fim das eleições, sob a alegação de que o filme pode funcionar como “peça de comunicação política de enorme impacto”, além de configurar propaganda eleitoral “dissimulada”, financiada por recursos milionários de “origem suspeita”, com indícios de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação, caixa 2, doação empresarial indireta e lavagem de dinheiro. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A pré-campanha de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/flavio-bolsonaro"&gt;Flávio Bolsonaro&lt;/a&gt; à Presidência foi abalada pelas revelações do Intercept Brasil de que o senador pressionou Vorcaro a dar R$ 61 milhões para o filme e que o dinheiro passou pela conta do advogado de imigração de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/eduardo-bolsonaro"&gt;Eduardo Bolsonaro&lt;/a&gt;, que atuou como produtor-executivo do longa. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “O conjunto de fatos revela possível engrenagem de financiamento político paralelo: agentes políticos, banqueiro investigado, estrutura empresarial estrangeira, fundo no exterior, contratos privados, valores milionários, obra de exaltação política e lançamento estratégico no período eleitoral.” &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Os autores do processo também alegam que a proximidade do lançamento do filme com o pleito de outubro “amplia o risco” de que a obra funcione como “ativo de campanha”, com ampla repercussão em cinemas, plataformas digitais, redes sociais, streaming, entrevistas, eventos promocionais, trailers, cortes e impulsionamentos na internet. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Com a ofensiva petista, capitaneada pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, a controvérsia envolvendo a pressão do pré-candidato do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/pl/"&gt;PL&lt;/a&gt; à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ), sobre Vorcaro para liberar recursos para o filme chega à Justiça Eleitoral, o que pode abrir novas frentes de investigação contra a candidatura bolsonarista. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Na ação, os advogados ainda pedem que o TSE comunique a &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/policia-federal"&gt;Polícia Federal&lt;/a&gt;, o Banco Central, a Receita Federal, o Ministério da Justiça e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre o caso, para a apuração de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, ocultação de beneficiário final, fraude cambial, falsidade documental, crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa e outros ilícitos conexos. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Na representação eleitoral, obtida pelo blog, os aliados de Lula traçam um paralelo entre “Dark horse” e um precedente do próprio TSE de 2022, quando a Corte Eleitoral &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/tse-ja-proibiu-exibicao-de-filme-sobre-bolsonaro-durante-eleicoes.ghtml"&gt;&lt;strong&gt;suspendeu a divulgação durante as eleições do documentário&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, da produtora de vídeos de direita Brasil Paralelo. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O documentário seria lançado em 24 de outubro de 2022, a seis dias do segundo turno, mas teve a divulgação suspensa – e acabou exibido apenas depois do pleito vencido pelo presidente Lula por uma vantagem apertada de 2,1 milhões de votos. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “A aplicação do precedente ao caso ‘DarkHorse’ é direta. A obra também envolve Jair Bolsonaro, também possui conteúdo de alta relevância política, também se projeta sobre eleição presidencial e também pode ser lançada em momento sensível do calendário eleitoral”, afirma a ação. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; À época, o TSE concluiu que era importante evitar que um “tema reiteradamente explorado pelo candidato em sua campanha receba exponencial alcance, sob a roupagem de documentário que foi objeto de estratégia publicitária custeada com substanciais recursos de pessoa jurídica”. No caso de “Dark Horse” , os substanciais recursos vieram do bolso de Vorcaro. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Há, porém, diferenças entre os dois casos. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Em 2022, Jair Bolsonaro era candidato à reeleição e protagonista do documentário sobre o atentado à faca em Juiz de Fora, enquanto agora quem pretende disputar a corrida presidencial é o seu filho. “Dark Horse” (Azarão, em tradução livre) é protagonizado pelo ator norte-americano Jim Caviezel no papel do ex-presidente. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; De acordo com a ficha técnica do filme, foram escalados atores para os papéis do clã Bolsonaro, como Michelle, Carlos, Eduardo e o próprio Flávio, que será vivido pelo ator brasileiro Marcus Ornellas – mas não se sabe ainda o espaço que Flávio terá na versão final do longa-metragem. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Além disso, o TSE que vai se debruçar sobre o caso “Dark Horse” não é o mesmo daquele que foi acusado de “censura prévia” por suspender o lançamento de “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Conforme informou o blog, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/aliados-de-flavio-bolsonaro-esperam-que-mudancas-no-tse-ajudem-a-blindar-dark-horse.ghtml"&gt;&lt;strong&gt;aliados de Flávio apostam nas mudanças na composição da Corte Eleitoral para blindar “Dark Horse”&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. No último dia 12, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/carmen-lucia/"&gt;Cármen Lúcia&lt;/a&gt; deixou a presidência da Corte e passou o bastão para &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/kassio-nunes-marques/"&gt;Kassio Nunes Marques&lt;/a&gt;, enquanto &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/andre-mendonca/"&gt;André Mendonça&lt;/a&gt; assumiu a vice-presidência do TSE. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Kassio e André foram indicados ao Supremo Tribunal Federal (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/stf"&gt;STF&lt;/a&gt;) por Jair Bolsonaro e são considerados menos “intervencionistas” quando se trata de assuntos ligados à liberdade de expressão. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Já o julgamento que levou à suspensão do lançamento do documentário foi presidido por &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/alexandre-de-moraes/"&gt;Alexandre de Moraes&lt;/a&gt;. O ministro, considerado “inimigo público nº 1” da militância bolsonarista, não integra mais a Corte Eleitoral. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Em sua defesa, aliados de Flávio apontam um outro caso rumoroso que opôs bolsonaristas e lulistas na arena cultural– e que poderia ser usado a favor do filho “zero um” de Bolsonaro. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Em fevereiro, o TSE negou dois pedidos de liminar dos partidos Novo e Missão para impedir o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula, considerado propaganda eleitoral antecipada pela oposição. Após o cortejo carnavalesco, o PL pediu ao TSE a abertura de uma investigação sobre o financiamento do desfile, mas o caso foi arquivado. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “Em tese, o filme do Bolsonaro vai atingir a própria bolha, só vai assisti-lo quem se dispor a ir e pagar o ingresso. Já o TSE não proibiu o desfile do Lula, que foi exibido em TV aberta, financiado com dinheiro público e invadiu a casa de milhões de brasileiros”, afirmou um aliado de Flávio, tentando diferenciar os casos. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O desfile foi marcado pela exaltação à figura de Lula e a programas sociais da administração petista, como o Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e o Luz para Todos – além de alfinetadas em Bolsonaro, retratado na comissão de frente como um palhaço que acaba preso. A Acadêmicos de Niterói amargou a última colocação e foi rebaixada. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O samba-enredo entoado na Marquês de Sapucaí remetia em seu refrão a um jingle de campanha de Lula, com os versos “Olê, olê, olá, Lula, Lula”. Em uma das alas, componentes estavam fantasiados com uma estrela vermelha, em alusão ao símbolo do PT. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Já os detalhes do roteiro e da pós-produção de “Dark Horse” não são plenamente conhecidos, mas sabe-se que a produção abordará a trajetória política de Bolsonaro – e dará destaque ao atentado à faca, conforme cenas da gravação do filme que já vazaram, com o ator Jim Caviezel encenando o episódio nas ruas de São Paulo. &lt;/p&gt;</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Malu Gaspar</dc:creator><pubDate>Wed, 20 May 2026 00:30:21 -0300</pubDate><guid>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/dark-horse-petistas-acionam-tse-para-impedir-estreia-de-filme-sobre-jair-bolsonaro-ate-eleicoes.ghtml</guid><guid isPermaLink="true">https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/dark-horse-petistas-acionam-tse-para-impedir-estreia-de-filme-sobre-jair-bolsonaro-ate-eleicoes.ghtml</guid></item><item><title>Marqueteiro de Flávio levou contratos de R$ 70 milhões por ano no governo Bolsonaro</title><link>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/marqueteiro-de-flavio-levou-contratos-de-r-70-milhoes-por-ano-no-governo-bolsonaro.ghtml</link><description>&lt;p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A agência do marqueteiro da pré-campanha de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/flavio-bolsonaro"&gt;Flávio Bolsonaro&lt;/a&gt; (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/pl/"&gt;PL&lt;/a&gt;) à &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/presidencia-da-republica/"&gt;Presidência da República&lt;/a&gt;, Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, venceu duas licitações durante o governo &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/jair-messias-bolsonaro"&gt;Jair Bolsonaro&lt;/a&gt;, que garantiram à empresa contratos de aproximadamente R$ 70 milhões por ano com o governo federal. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Os dados são do Portal da Transparência. Os contratos são os primeiros da Calix com o governo federal. Criada em 2003, a agência não tinha ganhado nenhum outro contrato na administração antes do governo Bolsonaro. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Ex-policial civil do Distrito Federal, Marcelão é também amigo de Flávio e tem sido descrito por integrantes da pré-campanha do senador como uma espécie de super assessor, com influência sobre decisões de várias esferas. Ele está sob os holofotes desde a crise desencadeada pela revelação das mensagens e áudios em que o senador pede dinheiro a &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/daniel-vorcaro/"&gt;Daniel Vorcaro&lt;/a&gt; para o filme sobre a vida de seu pai. De acordo com o Intercept Brasil, foram enviados R$ 61 milhões ao todo por meio de empresas em nome de prepostos. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Conforme revelou a Folha de S. Paulo, Marcelão aparece como estrategista do plano de “marketing de guerrilha” elaborado pela Agência Mithi, do publicitário Thiago Miranda, exibido a Vorcaro na residência do banqueiro em dezembro de 2025, após a primeira prisão dele pela &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/policia-federal"&gt;Polícia Federal&lt;/a&gt; (PF). O publicitário chegou a receber R$ 650 mil da Mithi, mas afirmou que o valor se referia a outros serviços. Miranda alega que ele desistiu ao saber que se tratava do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/empresa/banco-master/"&gt;Banco Master&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; No governo Bolsonaro, o primeiro e mais expressivo contrato da Cálix Comunicação foi firmado em dezembro de 2021 com o então Ministério do Desenvolvimento Regional, na gestão de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/rogerio-marinho"&gt;Rogério Marinho&lt;/a&gt;, por R$ 55 milhões ao ano. Com vigência inicial de um ano, ele pode ser renovado anualmente, o que tem acontecido desde então. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Cinco meses depois, em maio de 2022, a Cálix foi declarada vencedora em uma licitação da então pasta da Infraestrutura para prestação de serviços de R$ 14,96 milhões por ano. Os trâmites se arrastaram ao longo do ano eleitoral e o contrato acabou assinado apenas em janeiro de 2023, nos primeiros dias do terceiro mandato de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/luiz-inacio-lula-da-silva"&gt;Lula&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Com o rearranjo da Esplanada sob o governo do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/pt/"&gt;PT&lt;/a&gt;, o primeiro contrato foi mantido no ministério, que passou a se chamar da Integração e do Desenvolvimento Regional. Foi renovado quatro vezes, uma delas em novembro de 2022, já com Lula eleito, no final do governo Bolsonaro. No mês passado, esse mesmo contrato foi renovado até abril de 2027 pelos mesmos R$ 14,96 milhões anuais. Ao todo, foram assinados três termos aditivos. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Isso significa que até o ano que vem as licitações vencidas pela Cálix no governo Bolsonaro já terão rendido pelo menos R$ 334,8 milhões à empresa comandada por Marcelão, com base nas previsões contratuais. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Como &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/05/os-repasses-milionarios-do-governo-lula-a-agencia-do-chefe-de-comunicacao-de-flavio-bolsonaro.ghtml"&gt;mostrou Lauro Jardim no último domingo&lt;/a&gt;, o governo Lula já repassou R$ 71,5 milhões à Cálix. Desde a posse do petista, a empresa também venceu uma outra licitação, esta do Banco da Amazônia, junto com outra agência, a Escala. O contrato é de R$ 50 milhões e tem vigência até fevereiro do ano que vem, com possibilidade de prorrogação. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Durante a gestão de Lula, a Cálix saiu derrotada em certames realizados pelos ministérios da Educação, Saúde e o das Comunicações. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Procurado, Marcelão afirmou por meio de nota que “ambas as licitações foram conduzidas integralmente pelas equipes técnicas de servidores dos órgãos contratantes” e que os contratos “não guardam qualquer relação direta ou indireta com o senador Flávio Bolsonaro” &lt;em&gt;(leia a íntegra da nota ao final da matéria)&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Mais recentemente, a agência de Marcelão entrou na disputa por um contrato de R$ 300 milhões na gestão do governador &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/tarcisio-gomes-de-freitas"&gt;Tarcísio de Freitas&lt;/a&gt; (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/republicanos/"&gt;Republicanos&lt;/a&gt;-SP), afilhado político de Jair Bolsonaro e coordenador da campanha de Flávio no estado. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A Cálix, porém, foi desclassificada na sexta passada, dias após a revelação dos diálogos entre o presidenciável do PL e Daniel Vorcaro e da associação de Marcello Lopes com o “Projeto DV”. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Como mostrou a coluna de Lauro Jardim, a razão apontada pelo governo paulista foi o descumprimento de regras do edital, o que provocou um “vício material que compromete a isonomia e a comparabilidade das propostas”. A gestão Tarcísio também desclassificou a DPZ Comunicação e classificou as concorrentes Filadélfia, Baila Creative, Calia e Ogilvy. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O chamado “Projeto DV”, elaborado pela Agência Mithi e apresentado a Daniel Vorcaro no fim de 2025, previa o pagamento de quantias milionárias a influenciadores que levantassem suspeitas sobre a atuação do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/banco-central-do-brasil"&gt;Banco Central&lt;/a&gt; (BC) na liquidação do Master e exaltassem o Tribunal de Contas da União (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/tcu/"&gt;TCU&lt;/a&gt;) no período em que o ministro &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/jhonatan-de-jesus"&gt;Jhonatan de Jesus&lt;/a&gt; ameaçava reverter o processo. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O esquema digital foi revelado pela equipe do blog em janeiro deste ano. Na semana passada, Thiago Miranda, ex-CEO do Portal Léo Dias, admitiu que a estratégia foi encomendada pelo banqueiro e custaria R$ 3,5 milhões por mês. O plano e os pagamentos aos influencers acabaram suspensos após a revelação do “Projeto DV” pela equipe da coluna. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Em uma apresentação de slides elaborada por Thiago Miranda, Marcelão aparece ao lado dele e do publicitário Anderson Nunes como “estrategista” do projeto. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; &lt;em&gt;Os contratos mencionados foram celebrados com a agência Cálix Propaganda, da qual Marcello Oliveira Lopes é sócio. Ambas as licitações foram conduzidas integralmente pelas equipes técnicas de servidores dos órgãos contratantes, segundo o rito da Lei nº 12.232/2010, com propostas técnicas apócrifas (sem identificação da licitante), julgadas por subcomissão composta por profissionais de notória reputação na área da comunicação, e são submetidas à fiscalização regular dos órgãos de controle interno e externo. Os contratos não guardam qualquer relação direta ou indireta com o senador Flávio Bolsonaro. A Cálix atua há 23 anos exclusivamente no mercado de comunicação institucional pública, sendo nacionalmente reconhecida pela excelência técnica de seu trabalho, e ao longo de toda a sua trajetória sagrou-se vencedora de licitações conduzidas por administrações das mais diversas orientações políticas (direita, centro e esquerda). &lt;/em&gt; &lt;/p&gt;</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Malu Gaspar</dc:creator><pubDate>Wed, 20 May 2026 00:30:22 -0300</pubDate><guid>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/marqueteiro-de-flavio-levou-contratos-de-r-70-milhoes-por-ano-no-governo-bolsonaro.ghtml</guid><guid isPermaLink="true">https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/marqueteiro-de-flavio-levou-contratos-de-r-70-milhoes-por-ano-no-governo-bolsonaro.ghtml</guid></item><item><title>A esperança de aliados de Flávio Bolsonaro para 'blindar' Dark Horse</title><link>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/aliados-de-flavio-bolsonaro-esperam-que-mudancas-no-tse-ajudem-a-blindar-dark-horse.ghtml</link><description>&lt;p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Aliados do pré-candidato à Presidência &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/flavio-bolsonaro"&gt;Flávio Bolsonaro&lt;/a&gt; (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/pl/"&gt;PL&lt;/a&gt;-RJ) apostam que as mudanças na composição do Tribunal Superior Eleitoral (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/tse"&gt;TSE&lt;/a&gt;) poderão afastar os riscos de suspensão do lançamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/jair-messias-bolsonaro"&gt;Jair Bolsonaro&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Na última terça-feira, a ministra Cármen Lúcia foi substituída por Kassio Nunes Marques na presidência do TSE. André Mendonça assumiu a vice-presidência. Kassio e André Mendonça foram indicados ao Supremo Tribunal Federal (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/stf"&gt;STF&lt;/a&gt;) por Bolsonaro e são considerados menos “intervencionistas” quando se trata de assuntos ligados à liberdade de expressão. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O longa-metragem, previsto para ser lançado em setembro deste ano, em plena campanha eleitoral, está cercado de polêmicas e abalou o QG da campanha de Flávio após uma série de reportagens do Intercept Brasil mostrarem que o dono do Master,&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/daniel-vorcaro/"&gt;Daniel Vorcaro&lt;/a&gt;, deu R$ 61 milhões para o filme e que o dinheiro passou pela conta do advogado de imigração de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/eduardo-bolsonaro"&gt;Eduardo Bolsonaro&lt;/a&gt;, que atuou como produtor-executivo. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Conforme informou o blog, aliados de Flávio temem que a estreia do longa-metragem prejudique mais do que ajude a campanha dele. Isso porque já esperam ações contra “Dark Horse” caso seja lançado em pleno período eleitoral. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Há precedentes. Em 2022, o TSE suspendeu a divulgação do documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, da produtora de vídeos de direita Brasil Paralelo, que seria lançado em 24 de outubro de 2022, a seis dias do segundo turno. O placar daquele julgamento, presidido pelo ministro &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/alexandre-de-moraes/"&gt;Alexandre de Moraes&lt;/a&gt;, foi apertadíssimo: 4 a 3 pela suspensão. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “A régua do TSE foi muito diferente do que vai ser agora a realidade do tribunal”, afirmou um aliado de Flávio Bolsonaro, em referência ao perfil dura da Corte Eleitoral na época em que foi chefiada por Moraes. Os sete ministros que participaram da análise do caso do documentário da Brasil Paralelo não integram mais o tribunal. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; No caso do documentário, o TSE concluiu que era importante evitar que um “tema reiteradamente explorado pelo candidato em sua campanha receba exponencial alcance, sob a roupagem de documentário que foi objeto de estratégia publicitária custeada com substanciais recursos de pessoa jurídica”. No caso de “Dark Horse” , os substanciais recursos vieram do bolso de Vorcaro. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “A razão [da decisão do TSE de 2022] foi o documentário ter sido financiado por pessoas jurídicas. No caso atual, o principal problema é justamente a pessoa jurídica envolvida: Daniel Vorcaro”, comenta um ex-ministro do TSE ouvido em caráter reservado. “De qualquer forma, é um novo tribunal, com nova composição. Nenhum dos atuais ministros participou do julgamento anterior, não tem como prever, portanto, ainda que o precedente ajude na suspensão.” &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Um ex-ministro do TSE também tem dúvidas se a atual composição da Corte “repetiria a dose”. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “Além disso, Bolsonaro não é candidato, nem pode ser. O eventual candidato, Flávio, certamente será um personagem secundário, o que igualmente diminui o impacto eleitoral”, opina. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Segundo a ficha técnica do filme no site IMDb, considerado a Bíblia dos cinéfilos, foram escalados atores para os papéis do clã Bolsonaro, como Michelle, Carlos, Eduardo e o próprio Flávio, que será vivido pelo ator brasileiro Marcus Ornellas. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; No julgamento que levou à suspensão do lançamento do documentário, a ministra Cármen Lúcia – que acaba de deixar a presidência do TSE – disse que era “extremamente grave” o lançamento do documentário sobre a facada de Bolsonaro na véspera do segundo turno. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “Não se pode permitir a volta de censura sob qualquer argumento no Brasil. Esse é um caso específico. Estamos na iminência de ter o segundo turno das eleições. A proposta é a inibição até o dia 31 de outubro, dia subsequente ao segundo turno, para que não haja o comprometimento da lisura, higidez e segurança do processo eleitoral e dos direitos dos eleitores”, frisou a ministra. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Para o advogado eleitoralista Guilherme Barcelos, uma eventual suspensão da divulgação do longa-metragem representaria, sim, “censura prévia”, já que “não cabe ao Estado dizer quando seria possível veicular uma produção cinematográfica”. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “O financiamento de pessoas jurídicas para campanhas é vedado, direta ou indiretamente. Mas, não podemos colocar nessa vedação o financiamento de filmes que não tem relação com a campanha, ainda que tratem de um ou de outro candidato. A seguir esse raciocínio do TSE, nenhuma produção privada que fizesse referência a candidatos, partidos ou afins poderia vir à tona.” &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, integrante da Academia Brasileira de Direito Eleitoral, discorda. Para ele, o TSE pode adiar estreia, première, disponibilização em streaming, impulsionamento, trailers ou uso de trechos pela campanha de Flávio — se o lançamento for concentrado na reta final das eleições e se houver indícios de coordenação, financiamento ou aproveitamento eleitoral pelo candidato, partido ou pessoas jurídicas. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “Em termos práticos: dificilmente o TSE trataria o filme como ilícito por ser sobre Jair Bolsonaro. Mas poderia tratá-lo como propaganda eleitoral indireta ou abuso de poder econômico ou uso indevido de meios de comunicação se o filme for usado para transferir capital político do pai ao filho, especialmente com grande investimento privado, promoção digital e lançamento próximo ao 1º ou 2º turno”, afirma. &lt;/p&gt;</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Malu Gaspar</dc:creator><pubDate>Mon, 18 May 2026 00:30:24 -0300</pubDate><guid>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/aliados-de-flavio-bolsonaro-esperam-que-mudancas-no-tse-ajudem-a-blindar-dark-horse.ghtml</guid><guid isPermaLink="true">https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/aliados-de-flavio-bolsonaro-esperam-que-mudancas-no-tse-ajudem-a-blindar-dark-horse.ghtml</guid></item><item><title>Vorcaro tentou formar conglomerado de mídia antes da derrocada do Master, diz publicitário</title><link>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/vorcaro-tentou-formar-conglomerado-de-midia-antes-da-derrocada-do-master-diz-publicitario.ghtml</link><description>&lt;p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O dono do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/empresa/banco-master/"&gt;Banco Master&lt;/a&gt;, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/daniel-vorcaro/"&gt;Daniel Vorcaro&lt;/a&gt;, investiu cifras milionárias para formar um conglomerado de mídia sob sua influência antes de ser preso e ter o banco liquidada pelo &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/banco-central-do-brasil"&gt;Banco Central&lt;/a&gt; (BC). O relato é do publicitário Thiago Miranda, que organizou a campanha de influenciadores para levantar suspeitas sobre a atuação do BC no caso e que intermediou os repasses de Vorcaro para o filme sobre a vida de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/jair-messias-bolsonaro"&gt;Jair Bolsonaro&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; À equipe da coluna, Miranda, dono da agência Mithi, entregou um contrato de compra e venda que mostra que ele vendeu 17% do portal Léo Dias por R$ 10 milhões em 19 de julho de 2024 ao empresário Flávio Carneiro, que ele afirma ser preposto de Vorcaro. O contrato mostra que Dias também vendeu uma parte de suas ações. Pouco antes da assinatura, Miranda e Vorcaro trocaram mensagens celebrando o negócio. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Foi nessa época que o publicitário disse ter conhecido o dono do Master, com quem discutiu o negócio e os valores da transação. Miranda conta que a primeira conversa ocorreu numa das coberturas de Vorcaro no Itaim Bibi, bairro nobre de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/uf/sao-paulo"&gt;São Paulo&lt;/a&gt;, num encontro do qual também teria participado Leo Dias. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Na ocasião, segundo ele, o banqueiro afirmou que estava montando um conglomerado de mídia e, àquela altura, já detinha uma participação na revista IstoÉ e no Brazil Journal. Nas palavras de Miranda, o sócio formal nos dois veículos, Vorcaro era representado Flávio Carneiro em todas as operações por meio da Foone Empreendimentos, que também comprou participação no portal PlatôBR. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Na noite do dia 17 de julho, horas depois da reunião em que, segundo Miranda, ele, Dias e Vorcaro fecharam os termos do negócio, o publicitário enviou uma mensagem ao dono do Master. “Estamos otimistas e felizes com o nosso deal. Vamos juntos”, escreveu, conforme mostra a captura de tela que ele enviou à equipe da coluna. “Vamos fazer algo grande. Contem comigo”, respondeu Vorcaro. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Procurado, Carneiro confirmou ser sócio dos portais, mas negou ter Vorcaro como sócio oculto. “Daniel Vorcaro nunca foi sócio, direto ou indireto, da Foone”, disse. Admite, porém, que o Master aportou dinheiro no site de Léo Dias como anunciante &lt;em&gt;(leia a íntegra da nota ao final da reportagem)&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A Foone tem como sócios o próprio Carneiro e um fundo de investimentos gerido pela Reag, gestora que está entre os pivôs do caso Master e era comandada por um parceiro de negócios de Vorcaro, João Carlos Mansur. Segundo o Estadão, o fundo, chamado Duke, tem como controlador o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Carneiro também é citado na delação de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/joesley-batista"&gt;Joesley Batista&lt;/a&gt; como intermediário do dono da &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/empresa/jbs"&gt;JBS&lt;/a&gt; no pagamento de propina para o então senador &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/aecio-neves"&gt;Aécio Neves&lt;/a&gt; (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/psdb/"&gt;PSDB&lt;/a&gt;-MG) na &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/assunto/operacao-lava-jato/"&gt;Operação Lava-Jato&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “Sempre foi claro para mim que era ele quem estava comprando o portal era o Vorcaro. Ele nunca deixou dúvida a respeito disso”, explica Miranda, que depois da transação passou a frequentar a casa do dono do Master e trabalhar para ele gerindo crises e cuidando de assuntos como a intermediação do contato com &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/flavio-bolsonaro"&gt;Flávio Bolsonaro&lt;/a&gt; (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/pl/"&gt;PL&lt;/a&gt;-RJ) para discutir o filme sobre seu pai. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Segundo Miranda, Flávio Carneiro teria abordado ele e Dias para falar do interesse de um amigo que gostaria de assumir toda a operação do portal, mas não queria aparecer. Era Vorcaro, que logo de início deixou claro que ele seria o verdadeiro dono do site e que o aliado atuava em seu nome não só no Portal Léo Dias como nos demais veículos. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “Até porque não faz muito sentido, né? Se eu fui na casa dele, negociei com ele, ele que definiu o valor que ia pagar [e barganhou] ‘Olha, tá muito caro, não, tá, é, preciso reduzir esse valor. Amanhã eu mando fazer o pagamento’. Então ele é o dono da empresa”, relatou o publicitário à equipe do blog. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Nesse período, Thiago Miranda relatou que o Portal Léo Dias recebia R$ 1,2 milhão por mês do Banco Master em troca de “mídia”, mas alega que nenhum conteúdo favorável ao banco foi ao ar. A única encomenda da qual ele afirma se recordar é uma pauta jamais publicada sobre desavenças do dono do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/empresa/btg-pactual"&gt;BTG Pactual&lt;/a&gt;, André Esteves, desafeto de Vorcaro, com um sócio. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Ele admite, no entanto, que o portal – que chegou a criar uma inédita editoria de Política – não cobriu a operação da &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/policia-federal"&gt;Polícia Federal&lt;/a&gt; (PF) que prendeu Vorcaro e nem a liquidação do Master e os desdobramentos das investigações que desnudaram as fraudes do banco. O mesmo padrão foi observado nas primeiras semanas no PlatôBR e no Brazil Journal. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Mesmo assim, Miranda jura que não houve interferência do dono oculto do Portal Léo Dias. Ele deixou a função de CEO do site em junho do ano passado. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Ainda de acordo com o publicitário, Flávio Carneiro tentou se distanciar de Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro em 2025. O ex-CEO do Master teria abordado o aliado na presença de Miranda a respeito da necessidade de “organizar” os veículos de comunicação que ele havia adquirido antes da Operação Compliance Zero da PF. Carneiro, porém, se negou a discutir o assunto dizendo que ele é que seria o verdadeiro dono. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; "Foi como se um passasse a perna no outro”, relata Miranda. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “O Flávio respondeu: ‘Se e você, se você fala que o portal é o seu, você tem que me passar R$ 60, 70, 80 milhões, que é quanto vale o portal hoje’. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Procurado pela equipe da coluna, Léo Dias enviou uma nota. “Os advogados de Leo Dias manifestam o desconhecimento quanto ao teor das afirmações feitas por Thiago Miranda. Todavia, já adotaram providências para a busca de informações e dados que possam interessar à defesa dele e da empresa”. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Os responsáveis pelo PlatôBR e pelo Brazil Journal afirmaram que cabia a Carneiro se manifestar. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A IstoÉ pertence hoje ao grupo Entre, que controla a Entre Investimentos, mesma empresa usada por Vorcaro para investir no filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, de acordo com o Intercept Brasil. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Procurado pela equipe da coluna, o grupo Entre enviou nota em que afirma que "não atua como conglomerado de mídia digital, sendo controlador do Grupo IstoÉ, que mantém gestão editorial independente, autônoma e alinhada aos princípios do jornalismo profissional, sem qualquer interferência externa de agentes políticos, financeiros ou empresariais. Desde a aquisição das referidas publicações, jamais houve transferência de titularidade, cessão de controle ou participação de terceiros em sua estrutura societária ou editorial." &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Thiago Miranda alega ter se tornado muito próximo de Vorcaro, com quem despachava diariamente por telefone sobre melhorias da empresa com os aportes do banqueiro. Ele chegou a conversar com o ex-CEO do Master após a revogação de sua primeira prisão, em 28 de novembro, pelo telefone do pai dele, Henrique Vorcaro. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A partir dali, Thiago Miranda assumiu parte do gerenciamento de crise do banqueiro. A estratégia foi consolidada através do “Projeto DV”, que pagaria R$ 3,5 milhões por mês a influenciadores que usassem suas redes sociais para lançar suspeitas sobre a atuação do Banco Central na liquidação do Master. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O plano, que propunha um “marketing de guerrilha” para melhorar a imagem pública do executivo, foi apresentado a Vorcaro em 12 de dezembro em São Paulo por meio de uma apresentação de quase 70 slides. O teor do projeto foi objeto central do depoimento de Miranda à PF na última terça. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Quando a operação foi revelada pela equipe do blog em janeiro, Thiago Miranda tirou o site e os perfis da Agência Mithi do ar. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Antes de falar aos investigadores da Polícia Federal, o publicitário compartilhou com a equipe da coluna oito contratos fechados em dezembro passado com perfis que somam milhões de seguidores como Fofoquei, Alfinetada, Tricotei, Queironica e Easy Fatos, entre outros, e com os sites GPS e Not Journal e o jornalista Luiz Bacci, assim como os distratos, todos assinados em janeiro, nos dias seguintes à divulgação do esquema. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; De acordo com os documentos, boa parte dos contratos previa pagamentos mensais com valores que iam de R$ 30 mil a R$ 1,5 milhão por mês e oscilavam conforme a quantidade de seguidores e o alcance dos perfis. A vigência variava entre um mês a um ano, com a possibilidade de renovação por meio de termo aditivo. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Os termos previam a publicação de conteúdos que seguissem a “estratégia de comunicação previamente alinhada” com a Mithi, incluindo “diretrizes de identidade visual, posicionamento de marca e linguagem previamente definidas” pela agência de Miranda. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Miranda contou que, após o fechamento do contrato, sua equipe montava um grupo de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/empresa/whatsapp"&gt;WhatsApp&lt;/a&gt; com o influenciador para enviar os conteúdos que deveriam ser comentados com uma espécie de roteiro com os pontos que tinham que ser destacados. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “Em cima disso, a gente pedia pra que eles reproduzissem a sua opinião ou o que eles achavam daquilo que tava sendo comentado E aí o jornalista trabalhava em cima dessas matérias. Então tudo que foi feito, o influenciador não criou da cabeça dele. Ele fez por matérias que foram produzidas por jornalistas”, afirmou. “Esse era a regra do negócio: repercutir o que tinha saído em algum veículo”. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; &lt;strong&gt;Leia abaixo a íntegra da nota do empresário Flávio Carneiro: &lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; &lt;em&gt;Daniel Vorcaro nunca foi sócio, direto ou indireto, da Foone, empresa que, em 2024, adquiriu participação societária no Portal Léo Dias. Os valores citados por Thiago Miranda não correspondem à realidade do negócio.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; &lt;em&gt;O Platô é uma iniciativa minha e tem como Publisher e editor-geral o jornalista Rodrigo Rangel. Nem o Banco Master, nem seu acionista, jamais foram sócios, investidores ou anunciantes do veículo.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; &lt;em&gt;Daniel Vorcaro nunca foi sócio ou investidor do Brazil Journal, do qual participo societáriamente desde 2020. O Brazil Journal e todos seus projetos foram desenvolvidos e financiados com modelo de negócios integralmente sustentado pelo mercado publicitário, sempre de forma transparente e regular sem qualquer investimento externo.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Malu Gaspar</dc:creator><pubDate>Mon, 18 May 2026 00:30:25 -0300</pubDate><guid>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/vorcaro-tentou-formar-conglomerado-de-midia-antes-da-derrocada-do-master-diz-publicitario.ghtml</guid><guid isPermaLink="true">https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/vorcaro-tentou-formar-conglomerado-de-midia-antes-da-derrocada-do-master-diz-publicitario.ghtml</guid></item><item><title>A discreta comemoração no entorno de Douglas Ruas após operação da PF contra Castro</title><link>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/a-discreta-comemoracao-no-entorno-de-douglas-ruas-apos-operacao-da-pf-contra-castro.ghtml</link><description>&lt;p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O núcleo da campanha do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/alerj"&gt;Alerj&lt;/a&gt;), Douglas Ruas (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/pl/"&gt;PL&lt;/a&gt;), pré-candidato ao governo do Rio, celebrou discretamente a operação da &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/policia-federal"&gt;Polícia Federal&lt;/a&gt; (PF) contra o ex-governador &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/claudio-castro"&gt;Cláudio Castro&lt;/a&gt; (PL) no âmbito das investigações da Refit, comandada por Ricardo Magro, o maior sonegador fiscal do estado e do Brasil. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Embora o ex-governador tenha sido avalista da indicação de Ruas para a sua sucessão, antes mesmo da operação da última sexta-feira (15) a avaliação no entorno do deputado era de que, mesmo liderando as pesquisas de intenção de voto na disputa pelo &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/senado-federal"&gt;Senado Federal&lt;/a&gt; no momento, ele seria uma potencial âncora para o aliado. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Entre os motivos, a crise desencadeada pelo debate no Supremo Tribunal Federal (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/stf"&gt;STF&lt;/a&gt;) a respeito de quem deveria assumir o governo após a condenação de Castro à inelegibilidade e a informação que já circulava nos meios políticos do Rio a respeito de uma possível operação da PF sobre ele. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Publicamente nenhum deles vai admitir, mas, com a confirmação dessa expectativa, setores da campanha de Ruas que já não viam mais vantagem na aliança com Castro passaram a torcer para que as investigações a respeito da relação dele com a Refit contribuam para inviabilizar sua candidatura ao Senado o mais rápido possível, &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Castro foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/tse"&gt;TSE&lt;/a&gt;) à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico em março, mas recorreu da decisão e trabalha para concorrer autorizado por uma liminar – a jurisprudência da Corte Eleitoral permite o registro de candidaturas antes de a condenação transitar em julgado. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O temor de aliados do presidente da Alerj e da executiva do PL é de que uma eventual condenação definitiva ocorra ou durante a campanha ou antes da diplomação, caso Castro seja eleito, o que anularia seus votos e deixaria o partido com uma cadeira a menos no Senado. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Um dos objetivos do PL é ampliar ainda mais sua bancada, que já é a maior da legislatura atual, para atingir o quórum necessário para aprovar o impeachment de ministros do STF. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A leitura de integrantes da pré-campanha de Ruas é que a operação desta sexta e os desdobramentos ainda imprevisíveis do caso Master ainda venham a render mais episódios constrangedores para Castro e seu candidato à sucessão. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Os investigadores têm se debruçado sobre o aporte de mais de R$ 1 bilhão do Rioprevidência, o fundo de pensão do estado, em títulos da instituição de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/daniel-vorcaro/"&gt;Daniel Vorcaro&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Para Ruas, porém, o ideal seria que Castro desistisse da candidatura. Isso porque, por ter sido um dos secretários mais influentes de seu governo, na pasta das Cidades, e ungido por ele ao se desincompatibilizar, qualquer tentativa de se descolar dos escândalos do padrinho político precisa ser feita com máxima cautela para evitar a pecha de traição, que costuma ser fatal no meio político. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Além disso, caso se sinta desprestigiado, o próprio Castro poderá disparar contra os aliados lembrando que eles integraram o núcleo duro de seu governo e dominaram latifúndios da máquina pública, como demonstram as exonerações em massa promovidas pelo governador interino, Ricardo Couto. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Na véspera da operação da Polícia Federal, no esforço para sinalizar que segue no jogo eleitoral, Castro divulgou em suas redes sociais agendas com Douglas Ruas e o presidente estadual do PL, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/altineu-cortes"&gt;Altineu Côrtes&lt;/a&gt;, muito próximo do presidente da Alerj. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A dúvida agora entre interlocutores próximos de Ruas é quando a pré-candidatura do ex-governador sairá de cena. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Se esse cenário se confirmar, caberá a &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/flavio-bolsonaro"&gt;Flávio Bolsonaro&lt;/a&gt;, presidenciável do PL, definir o substituto de Castro na chapa de Ruas. Como &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/google/amp/politica/noticia/2026/05/01/jogo-politico-flavio-bolsonaro-ensaia-rifar-claudio-castro-e-lancar-a-mae-para-o-senado.ghtml"&gt;antecipou a newsletter Jogo Político do GLOBO&lt;/a&gt;, o filho 01 de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/jair-messias-bolsonaro"&gt;Jair Bolsonaro&lt;/a&gt; vinha atuando nos bastidores para indicar a mãe, Rogéria, que foi vereadora do Rio nos anos 90. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; No entanto, o pré-candidato ao Planalto vinha sendo desaconselhado a seguir por esse caminho antes mesmo da revelação de suas negociações milionárias com Vorcaro. O motivo era evitar novos problemas com a madrasta &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/michelle-bolsonaro/"&gt;Michelle&lt;/a&gt;, desafeta da ex-mulher de Bolsonaro. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O plano original de Flávio e do PL era que, com a desincompatibilização, Ruas assumisse como interino e concorresse ao governo em outubro já à frente do Palácio Guanabara. Como Castro estava sem vice desde 2025 e o então dirigente da Assembleia, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/rodrigo-bacellar"&gt;Rodrigo Bacellar&lt;/a&gt; (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/uniao-brasil/"&gt;União Brasil&lt;/a&gt;), estava afastado do cargo pelo STF, a expectativa era que Couto, presidente do Tribunal de Justiça, assumisse brevemente após a renúncia do titular até que a Alerj elegesse Ruas como seu novo presidente, o que o alçaria ao cargo imediatamente. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A estratégia, contudo, foi frustrada por uma liminar do ministro do Supremo &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/cristiano-zanin/"&gt;Cristiano Zanin&lt;/a&gt;, que manteve o desembargador do TJ no exercício do cargo até que a Corte se pronuncie se a sucessão de Castro deve ocorrer por meio de eleições diretas ou indiretas. Sem a caneta e o poder da máquina, Ruas terá mais dificuldade para enfrentar o ex-prefeito do Rio &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/eduardo-paes"&gt;Eduardo Paes&lt;/a&gt; (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/psd/"&gt;PSD&lt;/a&gt;), amplo favorito nas pesquisas e aliado de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/luiz-inacio-lula-da-silva"&gt;Lula&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Malu Gaspar</dc:creator><pubDate>Sat, 16 May 2026 00:30:26 -0300</pubDate><guid>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/a-discreta-comemoracao-no-entorno-de-douglas-ruas-apos-operacao-da-pf-contra-castro.ghtml</guid><guid isPermaLink="true">https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/a-discreta-comemoracao-no-entorno-de-douglas-ruas-apos-operacao-da-pf-contra-castro.ghtml</guid></item><item><title>Operação contra Castro agrava inferno astral de Flávio Bolsonaro junto de Vorcaro e Ciro</title><link>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/operacao-contra-castro-agrava-inferno-astral-de-flavio-bolsonaro-junto-de-vorcaro-e-ciro.ghtml</link><description>&lt;p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A operação da &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/policia-federal"&gt;Polícia Federal&lt;/a&gt; (PF) contra o ex-governador do Rio &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/claudio-castro"&gt;Cláudio Castro&lt;/a&gt; (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/pl/"&gt;PL&lt;/a&gt;) nesta sexta-feira abre uma terceira frente de desgaste para o presidenciável do partido, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/flavio-bolsonaro"&gt;Flávio Bolsonaro&lt;/a&gt;, no intervalo de apenas uma semana. O revés do aliado agrava seu inferno astral no momento em que Flávio tentava contornar a crise aberta com a revelação da negociação nebulosa de R$ 134 milhões junto a &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/daniel-vorcaro/"&gt;Daniel Vorcaro&lt;/a&gt; e a operação da PF contra o aliado &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/ciro-nogueira"&gt;Ciro Nogueira&lt;/a&gt; (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/pp/"&gt;PP&lt;/a&gt;-PI), outrora cotado como seu vice, no inquérito do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/empresa/banco-master/"&gt;Banco Master&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Castro é o pré-candidato do PL ao &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/senado-federal"&gt;Senado Federal&lt;/a&gt; no &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/uf/rio-de-janeiro"&gt;Rio de Janeiro&lt;/a&gt; na chapa do presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, a aposta de Flávio para o palanque fluminense de sua campanha presidencial. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/stf"&gt;STF&lt;/a&gt;) &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/alexandre-de-moraes/"&gt;Alexandre de Moraes&lt;/a&gt; e é relacionada às suspeitas de fraudes na refinaria Refit, do empresário Ricardo Magro, radicado nos &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/pais/estados-unidos"&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt; e alvo de pedido de prisão do magistrado. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A PF acionou a Interpol para incluir o empresário na lista de difusão vermelha da entidade. Nos bastidores da política, a decisão de Cláudio Castro de demitir em 2023 o então procurador-geral do estado, Bruno Dubeux, foi vista como uma manobra para blindar a Refit e o grupo econômico de Magro, já que Dubeux atuava para cobrar bilhões de reais sonegados pelo empresário. No seu lugar foi nomeado Renan Saad, que também foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta sexta. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Recentemente, Dubeux foi nomeado novamente para chefiar a Procuradoria-Geral do Estado pelo governador interino do Rio, desembargador Ricardo Couto. Ele assumiu o comando do Palácio Guanabara após a crise sucessória deflagrada pela renúncia de Castro em março. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A ação não só deixa o ex-governador mais distante das urnas de outubro como abala o núcleo duro do bolsonarismo no estado. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Além de colocar o PL nas páginas policiais, a operação contra Castro amplia a pressão sobre Ruas, seu ex-secretário. Ao lado de Flávio, eles lideraram uma manobra política para que o deputado fosse eleito presidente da &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/alerj"&gt;Alerj&lt;/a&gt; e assumisse o governo e sua poderosa máquina após a renúncia do então governador para evitar a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/tse"&gt;TSE&lt;/a&gt;). &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Como Cláudio Castro estava sem vice desde 2025 e o então dirigente da Assembleia, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/rodrigo-bacellar"&gt;Rodrigo Bacellar&lt;/a&gt; (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/uniao-brasil/"&gt;União Brasil&lt;/a&gt;), estava afastado do cargo pela Justiça, a expectativa era que Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, assumisse o Palácio Guanabara por alguns dias até que a Alerj elegesse Ruas como seu novo presidente, o que o alçaria como governador interino. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A estratégia, contudo, foi frustrada por uma liminar do ministro do STF &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/cristiano-zanin/"&gt;Cristiano Zanin&lt;/a&gt;, que manteve Couto no exercício do cargo até que a Corte decida se a sucessão de Castro deve ocorrer por meio de eleições diretas ou indiretas. Desde então, o governador-desembargador já assinou mais de 1.600 exonerações, parte delas relacionadas a funcionários fantasmas. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; As demissões atingiram feudos ligados a Cláudio Castro e aliados, desidratando o capital político de Douglas Ruas e, consequentemente, o palanque de Flávio no estado. Além disso, tudo indica que o julgamento sobre a liminar de Zanin será protelado até as eleições de outubro, o que deve manter Couto no governo até a posse do próximo governador em 6 janeiro de 2027. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Se o imbróglio jurídico em torno da sucessão fluminense já representava um revés para Flávio, a operação contra Castro e as suspeitas sobre o investimento do governo dele em títulos do Banco Master através do fundo de pensão do estado, o Rioprevidência, traz ainda mais tensão para o tabuleiro político do PL. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Os dois escândalos serão o elefante na sala da campanha de Ruas no período eleitoral e um prato cheio para o ex-prefeito do Rio &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/eduardo-paes"&gt;Eduardo Paes&lt;/a&gt; (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/psd/"&gt;PSD&lt;/a&gt;), que abrirá seu palanque no Rio para o presidente &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/luiz-inacio-lula-da-silva"&gt;Lula&lt;/a&gt; e tem atacado frequentemente o pré-candidato do PL e o ex-governador. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A operação também deixa uma incógnita para o grupo político liderado por Flávio e Castro: com o ex-governador na mira de Alexandre de Moraes e o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar na cadeia, é impossível prever se haverá novos alvos da PF na direita fluminense nos meses decisivos antes da eleição de outubro. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Além disso, a ação da PF tem o potencial de sepultar de vez a pré-candidatura de Castro ao Senado. Esse cenário levará Flávio a ter que articular um nome substituto enquanto enfrenta questionamentos até dentro do bolsonarismo sobre a natureza de sua relação com o dono do Master, Daniel Vorcaro. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Na última quarta, o The Intercept Brasil divulgou áudios e mensagens trocadas entre o filho de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/jair-messias-bolsonaro"&gt;Jair Bolsonaro&lt;/a&gt; e o banqueiro durante as tratativas para um aporte de R$ 134 milhões pelo executivo na produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente, o “Dark Horse”. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões a uma empresa ligada ao Master que em seguida repassou os recursos para um fundo americano administrado por um advogado de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/eduardo-bolsonaro"&gt;Eduardo Bolsonaro&lt;/a&gt;, irmão de Flávio, nos Estados Unidos. Os depósitos foram interrompidos com o colapso do banco e do próprio executivo. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Diante da repercussão e da pressão até de aliados por esclarecimentos, o pré-candidato do PL alegou ter buscado investidores privados para o filme e disse que conheceu Daniel Vorcaro em 2024, antes de suspeitas serem lançadas sobre o banqueiro – contradizendo o próprio pai, Jair, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/flavio-negociou-com-vorcaro-meses-apos-bolsonaro-atacar-master-sistema-agindo.ghtml"&gt;que havia criticado o Master nas redes sociais meses antes&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Os questionamentos se intensificaram após a entrevista de Flávio à GloboNews na última quinta-feira, em que ele deixou perguntas sem resposta sobre as circunstâncias do acerto com Vorcaro, o destino dos milhões de dólares em tese destinados a “Dark Horse” e o papel de Eduardo na negociação. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A PF apura se os recursos do dono do Master foram usados para bancar as despesas do irmão de Flávio, que vive em um autoexílio nos EUA há mais de um ano e teve o mandato na &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/camara-dos-deputados"&gt;Câmara dos Deputados&lt;/a&gt; cassado por excesso de faltas. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A revelação dos diálogos e as batidas da PF na porta de Castro ocorreram em um intervalo de menos de 48 horas. O tsunami se deu enquanto a direita bolsonarista ainda se recuperava do impacto da operação de busca e apreensão contra Ciro Nogueira, que Flávio já descreveu como seu “vice dos sonhos”. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Segundo investigadores, Vorcaro chegou a pagar uma mesada de R$ 500 mil ao senador do PP, além de custear despesas em viagens internacionais, como hotéis de luxo, voos privados e contas de restaurante e até emprestar um apartamento de luxo em São Paulo, em troca da atuação do parlamentar a favor de seus interesses pessoais. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O exemplo mais notório foi a tentativa de inclusão de um jabuti em um projeto de lei com o objetivo de aumentar a cobertura do Fundo de Garantia de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A proposta, assinada por Ciro, foi batizada na época de “emenda Master” por favorecer diretamente o banco de Vorcaro, cujo modelo de negócios é totalmente amparado no FGC. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Projeto similar foi apresentado pelo bolsonarista &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/filipe-barros"&gt;Filipe Barros&lt;/a&gt; (PL-PR) na Câmara, o que também colocou o bolsonarismo na defensiva. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Em resposta à operação contra Ciro, Flávio divulgou uma nota na qual classificou como “graves” as descobertas da PF e defendeu apuração “rigorosa” e “transparente” pelas autoridades. A tentativa de se afastar do caso provocou desconforto no Centrão, o que abriu margem para especulações de que a federação formada pelo PP e o União Brasil poderia desistir de uma eventual aliança com a chapa bolsonarista para o Planalto. &lt;/p&gt;</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Malu Gaspar</dc:creator><pubDate>Fri, 15 May 2026 00:30:27 -0300</pubDate><guid>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/operacao-contra-castro-agrava-inferno-astral-de-flavio-bolsonaro-junto-de-vorcaro-e-ciro.ghtml</guid><guid isPermaLink="true">https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/operacao-contra-castro-agrava-inferno-astral-de-flavio-bolsonaro-junto-de-vorcaro-e-ciro.ghtml</guid></item><item><title>A estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro para contrato de financiamento de filme</title><link>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/a-estrategia-da-campanha-de-flavio-bolsonaro-para-contrato-de-financiamento-de-filme.ghtml</link><description>&lt;p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A cobrança pela divulgação do contrato de financiamento do filme “Dark Horse” foi um dos temas discutidos numa reunião nesta quinta-feira (14) do QG da campanha do pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O filho “zero um” de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/jair-messias-bolsonaro"&gt;Jair Bolsonaro&lt;/a&gt; acabou arrastado para o epicentro do caso &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/empresa/banco-master/"&gt;Banco Master&lt;/a&gt; após o site Intercept &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/pais/brasil"&gt;Brasil&lt;/a&gt; divulgar áudios e mensagens em que Flávio cobra do banqueiro &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/daniel-vorcaro/"&gt;Daniel Vorcaro&lt;/a&gt; a liberação de recursos para o longa-metragem sobre o seu pai. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Pelo menos por ora, porém, a cúpula da campanha avalia que o senador não deve divulgar o contrato de financiamento ao filme “Dark Horse”, porque o impacto político do escândalo ainda está sendo medido, inclusive no campo da direita. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Segundo aliados de Flávio, a ideia é sustentar que o contrato é confidencial, privado, e tentar matar logo a discussão ao invés de “ficar esticando o assunto”. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “Flávio não tem que se comportar como se tivesse culpa no cartório”, minimiza um integrante da campanha ouvido pelo blog. “Por que temos de abrir um contrato privado? O &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/luiz-inacio-lula-da-silva"&gt;Lula&lt;/a&gt; por acaso abriu a agenda da reunião que teve às escondidas com o Vorcaro?” &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O comentário é uma referência à agenda do presidente no Palácio do Planalto com o banqueiro fora da agenda, em dezembro de 2024, quando o Master já enfrentava a deterioração da sua liquidez. O encontro, do qual também participou o hoje presidente do Banco Central, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/gabriel-galipolo/"&gt;Gabriel Galípolo&lt;/a&gt;, foi articulada pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que prestou consultoria ao Master. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Em entrevista ao portal UOL, Lula relatou que disse a Vorcaro que o banqueiro não sofreria perseguições. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “O que eu disse pra ele: não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica, feita pelo Banco Central. Foi essa a conversa. 'Você fique tranquilo, que a política não entrará na investigação do seu banco, o que entrará será a competência técnica do Banco Central pra saber se está errado, se você quebrou, se não quebrou, se tem dinheiro lavado ou não tem E é isso que está sendo feito”, afirmou o presidente. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; No último sábado (9), ao participar de evento com candidatos do PL em Santa Catarina, o senador usou uma camiseta que dizia “o PIX é do Bolsonaro, o Master é do Lula”. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Em entrevista à GloboNews, Flávio disse que escondeu a sua relação com Vorcaro por causa do contrato de confidencialidade e admitiu que, uma vez que as parcelas do financiamento não foram pagas, o contrato perdeu sua validade. Ainda assim, não quis dizer que condições esse documento estabelece para os aportes que o dono do Master fez no filme. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Segundo Flávio, os R$ 61 milhões pagos por Vorcaro foram enviados a um fundo administrado nos &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/pais/estados-unidos"&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt; por um advogado de seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para custear a produção do filme – e não para bancar as despesas de Eduardo nos Estados Unidos, como suspeita a &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/policia-federal"&gt;Polícia Federal&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “Não foi para o Eduardo Bolsonaro. Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, afirmou. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; De acordo com o site Intercept Brasil, os recursos pagos por Vorcaro passaram pela empresa Entre Investimentos e o fundo Havengate, representado pelo advogado Paulo Calixto. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Conforme informou o blog, os R$ 61 milhões que Vorcaro pagou para financiar “Dark Horse” são equivalentes a 13 vezes o que o Banco Master tinha em caixa quando foi liquidado pelo Banco Central, em novembro do ano passado. &lt;/p&gt;</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Malu Gaspar</dc:creator><pubDate>Fri, 15 May 2026 00:30:27 -0300</pubDate><guid>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/a-estrategia-da-campanha-de-flavio-bolsonaro-para-contrato-de-financiamento-de-filme.ghtml</guid><guid isPermaLink="true">https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/a-estrategia-da-campanha-de-flavio-bolsonaro-para-contrato-de-financiamento-de-filme.ghtml</guid></item><item><title>TSE já proibiu exibição de filme sobre Bolsonaro durante eleições</title><link>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/tse-ja-proibiu-exibicao-de-filme-sobre-bolsonaro-durante-eleicoes.ghtml</link><description>&lt;p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Cercado de polêmica por conta do financiamento de R$ 61 milhões do banqueiro &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/daniel-vorcaro/"&gt;Daniel Vorcaro&lt;/a&gt;, articulado pelo pré-candidato do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/pl/"&gt;PL&lt;/a&gt; à Presidência e senador &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/flavio-bolsonaro"&gt;Flávio Bolsonaro&lt;/a&gt; (RJ), o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/jair-messias-bolsonaro"&gt;Jair Bolsonaro&lt;/a&gt;, pode enfrentar obstáculos jurídicos caso seja lançado em setembro, a um mês das eleições presidenciais. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Isso porque o Tribunal Superior Eleitoral (&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/instituicao-governamental/tse"&gt;TSE&lt;/a&gt;) já suspendeu o lançamento de um filme sobre Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais – no caso o documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, da produtora de vídeos de direita Brasil Paralelo, que seria exibido às vésperas do segundo turno. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Na época, o TSE acolheu um pedido da coligação de &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/luiz-inacio-lula-da-silva"&gt;Lula&lt;/a&gt;. O precedente pode ser usado agora para barrar a exibição de “Dark Horse” pelo menos até o fim da disputa eleitoral, em 25 de outubro. Esse risco já vem sendo considerado em reuniões fechadas por aliados do senador, que temem que a estréia do longa-metragem mais prejudique do que ajude a campanha à presidência. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; No caso do documentário, o TSE concluiu que era importante evitar que um “tema reiteradamente explorado pelo candidato em sua campanha receba exponencial alcance, sob a roupagem de documentário que foi objeto de estratégia publicitária custeada com substanciais recursos de pessoa jurídica”, conforme voto do ministro &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/benedito-goncalves/"&gt;Benedito Gonçalves&lt;/a&gt;, relator do caso e de outras duas ações que levaram depois à inelegibilidade de Bolsonaro. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O filme só foi exibido depois das eleições. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A diferença é que, no caso do documentário de 2022, Jair Bolsonaro era candidato à reeleição e protagonista do documentário sobre o atentado à faca em Juiz de Fora (MG), enquanto agora quem vai disputar a corrida presidencial é o seu filho. “Dark Horse” (Azarão, em tradução livre) é protagonizado pelo ator norte-americano Jim Caviezel no papel do ex-presidente. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; A ficha técnica no site IMDb, considerado a Bíblia dos cinéfilos, indica que foram escalados atores para os papéis do clã Bolsonaro, como &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/michelle-bolsonaro/"&gt;Michelle&lt;/a&gt;, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/carlos-bolsonaro"&gt;Carlos&lt;/a&gt;, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/eduardo-bolsonaro"&gt;Eduardo&lt;/a&gt; e o próprio Flávio, que será vivido pelo ator brasileiro Marcus Ornellas, mas ainda não sabe o espaço que cada um deles terá na trama. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Entre aliados de Flávio, o temor é de que “Dark Horse” seja encarado pelo TSE como um instrumento de propaganda. E não só isso: que um eventual lançamento em setembro, conforme previsto, resgate na memória do eleitor a &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/publicitario-confirma-ter-intermediado-repasses-de-vorcaro-para-filme-de-bolsonaro.ghtml"&gt;&lt;strong&gt;controvérsia envolvendo os diálogos trocados entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, que abalaram a pré-campanha bolsonarista e &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/zema-vira-zoria-nas-redes-apos-criticar-audios-de-flavio-bolsonaro-com-vorcaro.ghtml"&gt;&lt;strong&gt;provocaram um tiroteio dentro do próprio campo da direita.&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “Existe uma dúvida quanto ao lançamento nesse momento eleitoral, que poderia ser encarado pelo TSE como propaganda. Isso exige uma cautela jurídica necessária”, afirmou à equipe do blog uma fonte que acompanha de perto as discussões nos bastidores. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Já um integrante da campanha ouvido em caráter reservado fez uma análise diametralmente oposta: defendeu à equipe da coluna a antecipação da estreia do filme, em uma tentativa de “reduzir danos” e tentar encerrar o assunto o quanto antes, justamente para virar a página dos áudios de Flávio com Vorcaro, se é que isso é possível. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Conforme publicamos no blog, os R$ 61 milhões que Vorcaro pagou para financiar o filme s&lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/valor-que-vorcaro-deu-a-filme-de-bolsonaro-era-13-vezes-o-caixa-do-master-ao-ser-liquidado.ghtml"&gt;&lt;strong&gt;ão equivalentes a 13 vezes o que o &lt;/strong&gt;Banco Master&lt;strong&gt; tinha em caixa quando foi liquidado&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; pelo Banco Central, em novembro do ano passado. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Antes mesmo do início da campanha eleitoral, o TSE já foi acionado sobre a antecipação da propaganda e se debruçou sobre um caso rumoroso que opôs bolsonaristas e lulistas – um precedente lembrado por Flávio Bolsonaro diversas vezes na entrevista que deu nesta quinta-feira à GloboNews. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Em fevereiro, o TSE negou dois pedidos de liminar dos partidos Novo e Missão para impedir o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula, considerado propaganda eleitoral antecipada pela oposição. Após o cortejo carnavalesco, o PL pediu ao TSE a abertura de uma investigação sobre o financiamento do desfile, &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/02/pl-aciona-tse-para-investigar-desfile-rebaixado-de-lula.ghtml"&gt;&lt;strong&gt;mas o caso foi arquivado&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; “Em tese, o filme do Bolsonaro vai atingir a própria bolha, só vai assisti-lo quem se dispor a ir e pagar o ingresso. Já o TSE não proibiu o desfile do Lula, que foi exibido em TV aberta, financiado com dinheiro público e invadiu a casa de milhões de brasileiros”, afirmou um aliado de Flávio, tentando diferenciar os casos. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O desfile foi marcado pela exaltação à figura de Lula e a programas sociais da administração petista, como o Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e o Luz para Todos – além de alfinetadas em Bolsonaro, retratado na comissão de frente como um palhaço que acaba preso. A Acadêmicos de Niterói amargou a última colocação e foi rebaixada. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; O samba-enredo entoado na Marquês de Sapucaí remetia em seu refrão a um jingle de campanha de Lula, com os versos "Olê, olê, olá, Lula, Lula". Em uma das alas, componentes estavam fantasiados com uma estrela vermelha, em alusão ao símbolo do &lt;a class="" href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/partido-politico/pt/"&gt;PT&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p class="content-text__container" data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""&gt; Já os detalhes do roteiro e da pós-produção de “Dark Horse” não são plenamente conhecidos, mas sabe-se que a produção abordará a trajetória política de Bolsonaro – e dará destaque ao atentado à faca, conforme cenas que vazaram da gravação do filme, com o ator Jim Caviezel encenando o episódio nas ruas de São Paulo. &lt;/p&gt;</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Malu Gaspar</dc:creator><pubDate>Fri, 15 May 2026 00:30:28 -0300</pubDate><guid>https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/tse-ja-proibiu-exibicao-de-filme-sobre-bolsonaro-durante-eleicoes.ghtml</guid><guid isPermaLink="true">https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/tse-ja-proibiu-exibicao-de-filme-sobre-bolsonaro-durante-eleicoes.ghtml</guid></item></channel></rss>