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<rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><title>Pedro Côrtes (CNN Brasil)</title><link>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/</link><description>Últimos artigos de Pedro Côrtes (CNN Brasil)</description><atom:link href="https://paulofeh.github.io/rss-de-valor/feeds/pedro_c%C3%B4rtes_(cnn_brasil)_feed.xml" rel="self"/><language>pt-br</language><lastBuildDate>Fri, 15 May 2026 14:00:39 -0300</lastBuildDate><ttl>60</ttl><item><title>Análise: Transição energética exige mais do que energia limpa</title><link>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/analise-transicao-energetica-exige-mais-do-que-energia-limpa/</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;A transição energética se transformou em uma disputa econômica, industrial e geopolítica. Países capazes de combinar energia limpa, inovação tecnológica e credibilidade climática terão&lt;strong&gt; vantagem estratégica em setores como hidrogênio verde, minerais críticos, baterias e combustíveis sustentáveis&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid2"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;O Brasil entrou nessa corrida em posição privilegiada. &lt;strong&gt;Possui uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo, liderança histórica em biocombustíveis, expansão acelerada de energia solar e eólica e reservas relevantes de minerais estratégicos&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Além disso, reúne biodiversidade e escala territorial capazes de sustentar ativos ambientais de alcance global. Mas existe um paradoxo. O país possui vantagens concretas, porém ainda não consegue transformá-las em percepção internacional consistente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;&lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/cnn-lanca-cobertura-sobre-a-marca-brasil-com-pesquisa-inedita-em-27-paises/"&gt;A pesquisa &lt;strong&gt;Marca Brasil&lt;/strong&gt; da consultoria &lt;strong&gt;ON Strategy&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; mostra que o país é &lt;strong&gt;reconhecido pela relevância ambiental, cultura e exposição internacional&lt;/strong&gt;, mas falha justamente na &lt;strong&gt;construção de uma narrativa moderna ligada à energia e tecnologia&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O levantamento é o maior já feito sobre a reputação do Brasil. Foram entrevistados pela &lt;strong&gt;OnStrategy&lt;/strong&gt; 192.400 brasileiros e 278.200 estrangeiros de forma online — entre cidadãos, executivos de empresas, jornalistas, influenciadores e autoridades entre outubro de 2025 e março de 2026.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid3"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;O dado mais simbólico é o desempenho internacional do setor de Energia e Tecnologia. Segundo o relatório, embora o Brasil seja líder em renováveis, o segmento possui a pior avaliação externa da pesquisa, com score de 5,82. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Na prática, isso significa que o &lt;strong&gt;país produz energia limpa, mas &lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/lucinda-pinto/economia/macroeconomia/por-que-bancos-saude-e-tecnologia-ajudam-a-melhorar-a-percepcao-do-pais/"&gt;ainda não é percebido como potência tecnológica&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; da economia verde.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Esse descompasso ajuda a explicar por que o Brasil continua frequentemente associado à exportação de &lt;em&gt;commodities&lt;/em&gt;, enquanto outras economias capturam maior valor agregado ao controlar tecnologia, refino e cadeias industriais estratégicas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;A presente disputa internacional envolve muito mais do que geração elétrica. Estados Unidos, China e UE (União Europeia) aceleram investimentos em minerais críticos, inteligência artificial aplicada à energia, armazenamento elétrico e cadeias industriais de baixo carbono.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Nesse cenário, &lt;strong&gt;reputação virou ativo econômico&lt;/strong&gt;. Países percebidos como &lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/elijonasmaia/nacional/analise-in-seguranca-publica-no-brasil-exporta-ma-fama-ao-exterior/"&gt;politicamente instáveis ou inseguros tendem a perder investimentos&lt;/a&gt;, mesmo quando possuem vantagens naturais expressivas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;O próprio estudo aponta que os atributos mais frágeis da imagem brasileira continuam ligados à confiança, ambiente político, liderança institucional e segurança. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
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&lt;button aria-label="Assista o vídeo Marca Brasil: Cultura e beleza são símbolos do país para estrangeiros | CNN PRIME TIME" class="video-button js-video-play active" tabindex="0"&gt;
&lt;img alt="Marca Brasil: Cultura e beleza são símbolos do país para estrangeiros | CNN PRIME TIME" class="thumbnail-image" src="https://img.youtube.com/vi/qVL6p4mT2P8/sddefault.jpg" srcset="https://img.youtube.com/vi/qVL6p4mT2P8/default.jpg 120w,
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&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;A transição energética também impõe um desafio industrial. O risco é o Brasil repetir a lógica histórica de exportar matéria-prima e importar tecnologia de alto valor agregado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;&lt;strong&gt;Sem avanço em refino, processamento e industrialização, o país continuará periférico em cadeias globais decisivas&lt;/strong&gt; para a nova economia energética.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Ao mesmo tempo, as tensões entre Estados Unidos e China abriram uma oportunidade rara. O mundo busca fornecedores confiáveis de energia limpa, minerais estratégicos e produtos de baixo carbono.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;O problema brasileiro talvez tenha sido resumido da forma mais precisa pelo relatório da &lt;strong&gt;OnStrategy&lt;/strong&gt;: &lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/negocios/realidade-x-percepcoes-ha-estrategias-de-marketing-do-brasil-para-o-mundo/"&gt;“o Brasil não tem problema de substância — tem problema de narrativa”&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Enquanto não conseguir transformar liderança ambiental em influência econômica, tecnológica e reputacional, o país continuará ocupando posição secundária justamente na transição energética que ajuda a viabilizar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h2 class="text-2xl my-5 font-bold break-words"&gt;Pesquisa Marca Brasil na CNN&lt;/h2&gt;
&lt;p class="my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl"&gt;As entrevistas internacionais da pesquisa foram feitas com cidadãos do México, Argentina, EUA, Canadá, China, Japão, Índia, Emirados Árabes, África do Sul, Angola, Moçambique, Rússia, Reino Unido, Suíça, Alemanha, França, Itália, Espanha, Polônia, Holanda, Grécia, Bélgica, Portugal, Suécia, Áustria e Dinamarca.&lt;/p&gt;
&lt;p class="my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl"&gt;Fundada em 2009 e sediada em Lisboa, a OnStrategy é uma consultora multidisciplinar de brand value management, focada na criação, construção e otimização do valor econômico e financeiro de negócios e marcas.&lt;/p&gt;
&lt;p class="my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl"&gt;Ao longo desta semana, o portal da&lt;strong class="group-[.isActiveSource]:text-xl group-[.isActiveSource]:font-bold"&gt; CNN Brasil&lt;/strong&gt; e seus perfis nas redes sociais irão divulgar uma série de conteúdos com detalhes da pesquisa. Na TV, o &lt;strong class="group-[.isActiveSource]:text-xl group-[.isActiveSource]:font-bold"&gt;CNN Prime Time&lt;/strong&gt;, a partir das 20 horas, exibe uma série de quatro episódios temáticos que trazem os dados inéditos e os desdobramentos do estudo global até quinta-feira (14).&lt;/p&gt;
&lt;p class="my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl"&gt;A cobertura especial da &lt;strong class="group-[.isActiveSource]:text-xl group-[.isActiveSource]:font-bold"&gt;CNN Brasil&lt;/strong&gt; se encerra no domingo, 17 de maio, com um programa ao vivo, de uma hora, apresentado por &lt;strong class="group-[.isActiveSource]:text-xl group-[.isActiveSource]:font-bold"&gt;Iuri Pitta&lt;/strong&gt; e &lt;strong class="group-[.isActiveSource]:text-xl group-[.isActiveSource]:font-bold"&gt;Elisa Veeck&lt;/strong&gt;. Dividida em blocos temáticos, a atração debaterá com especialistas os impactos desses achados para a economia, política, agronegócio e segurança pública.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="Npqth1BbVz"&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://stories.cnnbrasil.com.br/economia/veja-quais-empresas-compraram-credito-de-carbono-da-amazonia/"&gt;Veja quais empresas compraram crédito de carbono da Amazônia&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe class="wp-embedded-content" data-secret="Npqth1BbVz" data-src="https://stories.cnnbrasil.com.br/economia/veja-quais-empresas-compraram-credito-de-carbono-da-amazonia/embed/#?secret=Q8aiOLvk2r#?secret=Npqth1BbVz" frameborder="0" height="600" loading="lazy" marginheight="0" marginwidth="0" sandbox="allow-scripts" scrolling="no" security="restricted" style="position: absolute; visibility: hidden;" title="“Veja quais empresas compraram crédito de carbono da Amazônia” — Web Stories CNN Brasil" width="360"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Pedro Côrtes</dc:creator><pubDate>Fri, 15 May 2026 14:00:39 -0300</pubDate><guid>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/analise-transicao-energetica-exige-mais-do-que-energia-limpa/</guid><guid isPermaLink="true">https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/analise-transicao-energetica-exige-mais-do-que-energia-limpa/</guid></item><item><title>Explosão em SP revela o subsolo invisível da cidade</title><link>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/nacional/sudeste/sp/explosao-em-sp-revela-o-subsolo-invisivel-da-cidade/</link><description>&lt;p&gt;A explosão registrada no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, não pode ser tratada apenas como um acidente operacional isolado. O episódio revela um problema estrutural muito mais amplo: o desconhecimento parcial — e, em alguns casos, crítico — do subsolo urbano da maior cidade brasileira.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid2"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;As informações preliminares indicam que &lt;a data-textassist="true" href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/video-mostra-equipe-da-sabesp-trabalhando-momentos-antes-de-explosao-em-sp/" rel="noopener" target="_blank"&gt;uma obra de remanejamento de tubulação de água&lt;/a&gt; realizada pela Sabesp atingiu uma rede de gás da Comgás, provocando vazamento seguido de explosão. &lt;a data-textassist="true" href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/veja-antes-e-depois-de-casas-destruidas-por-explosao-na-zona-oeste-de-sp/" rel="noopener" target="_blank"&gt;O acidente destruiu imóveis&lt;/a&gt;, deixou vítimas e reacendeu um debate frequentemente negligenciado nas grandes cidades brasileiras: a necessidade de um cadastro subterrâneo integrado, atualizado e tecnicamente confiável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em cidades planejadas mais recentemente, as galerias técnicas subterrâneas costumam concentrar redes de água, gás, energia, telecomunicações e drenagem em corredores organizados e amplamente documentados. São Paulo seguiu um caminho diferente. Seu crescimento urbano ocorreu de maneira acelerada, fragmentada e frequentemente desordenada ao longo de décadas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A expansão da cidade combinou loteamentos formais, ocupações irregulares, obras emergenciais, sucessivas intervenções viárias e adaptações improvisadas de infraestrutura. O resultado foi a formação de um “subsolo invisível”, marcado pela sobreposição de redes antigas e novas, nem sempre registradas com precisão cartográfica compatível com a complexidade da metrópole.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema se torna ainda mais sensível em áreas densamente ocupadas. Nessas regiões, pequenas diferenças entre o traçado teórico e a posição real de uma tubulação podem produzir &lt;a data-textassist="true" href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/sentia-cheiro-de-gas-desde-as-12h-diz-moradora-sobre-explosao-em-sp/" rel="noopener" target="_blank"&gt;consequências catastróficas&lt;/a&gt;. Em muitos casos, redes enterradas sofreram deslocamentos ao longo do tempo, receberam adaptações informais ou foram implantadas em períodos nos quais os padrões de georreferenciamento eram muito inferiores aos atuais.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid3"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;
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&lt;button aria-label="Assista o vídeo Casas afetadas por explosão no Jaguaré seguem sem prazo de liberação, diz Defesa Civil | CNN 360°" class="video-button js-video-play active" tabindex="0"&gt;
&lt;img alt="Casas afetadas por explosão no Jaguaré seguem sem prazo de liberação, diz Defesa Civil | CNN 360°" class="thumbnail-image" src="https://img.youtube.com/vi/X-bLhzv4Ppw/sddefault.jpg" srcset="https://img.youtube.com/vi/X-bLhzv4Ppw/default.jpg 120w,
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&lt;span class="video-title"&gt;Casas afetadas por explosão no Jaguaré seguem sem prazo de liberação, diz Defesa Civil | CNN 360°&lt;/span&gt;
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&lt;span class="embedded-video video-player-wrapper" data-youtube-height="480px" data-youtube-hl="pt" data-youtube-id="X-bLhzv4Ppw" data-youtube-mute="0" data-youtube-play="0" data-youtube-plcmt="1" data-youtube-position="" data-youtube-ui="" data-youtube-vpa="click" data-youtube-vpmute="0" data-youtube-width="640px"&gt;&lt;/span&gt;
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&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A própria natureza dinâmica das cidades amplia esse desafio. Cada obra de saneamento, drenagem, telecomunicações ou energia altera parcialmente o ambiente subterrâneo urbano. Sem integração plena entre concessionárias, empreiteiras e poder público, o risco operacional cresce significativamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O episódio mostra que o conceito de “cidade inteligente” não pode se restringir a aplicativos, sensores de trânsito ou digitalização de serviços públicos. Uma metrópole inteligente também precisa conhecer o próprio subsolo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tecnologias de georreferenciamento de alta precisão, modelagem tridimensional subterrânea, integração digital entre concessionárias e atualização contínua de cadastros urbanos já existem e são amplamente utilizadas em cidades globais. O problema não é tecnológico. É de governança, coordenação institucional e investimento de longo prazo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;São Paulo construiu uma gigantesca infraestrutura subterrânea ao longo de mais de um século. Água, gás, esgoto, energia, fibras ópticas e drenagem formam uma rede vital invisível que sustenta a vida urbana cotidiana. Mas, paradoxalmente, parte significativa dessa estrutura continua insuficientemente integrada em bases cartográficas unificadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A explosão do Jaguaré é um alerta duro. Em uma cidade cada vez mais verticalizada, adensada e dependente de redes subterrâneas complexas, ignorar o mapeamento do subsolo urbano significa ampliar riscos humanos, econômicos e operacionais que podem se tornar progressivamente mais frequentes.&lt;/p&gt;
</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Pedro Côrtes</dc:creator><pubDate>Wed, 13 May 2026 03:36:22 -0300</pubDate><guid>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/nacional/sudeste/sp/explosao-em-sp-revela-o-subsolo-invisivel-da-cidade/</guid><guid isPermaLink="true">https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/nacional/sudeste/sp/explosao-em-sp-revela-o-subsolo-invisivel-da-cidade/</guid></item><item><title>Análise: Critérios ambientais redesenham comércio de proteínas</title><link>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/analise-criterios-ambientais-redesenham-comercio-de-proteinas/</link><description>&lt;p&gt;A decisão da União Europeia de endurecer exigências para a importação de carne brasileira expõe uma transformação silenciosa, mas profunda, no comércio internacional. A disputa deixou de ocorrer apenas em torno de tarifas ou subsídios agrícolas. Agora, ela avança sobre critérios regulatórios, rastreabilidade, emissões e padrões sanitários cada vez mais rigorosos.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid2"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Desde junho de 2023, autoridades europeias vinham &lt;a data-textassist="true" href="https://www.cnnbrasil.com.br/agro/agro-aponta-alertas-da-ue-ao-brasil-sobre-embargo-a-carne-desde-2023/" rel="noopener" target="_blank"&gt;alertando o Brasil e outros exportadores&lt;/a&gt; sobre a ampliação das regras relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Sob a perspectiva da União Europeia, trata-se de uma política associada à saúde pública, segurança alimentar e sustentabilidade das cadeias produtivas globais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema é que, na prática, o tema rapidamente ganhou dimensão geopolítica. O Brasil consolidou sua posição entre os maiores exportadores mundiais de proteína animal justamente em um momento de aumento da pressão regulatória dentro da Europa. Produtores europeus enfrentam custos ambientais mais elevados, regras climáticas mais rígidas e perda relativa de competitividade diante de países com maior escala produtiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse ambiente, parte do agronegócio brasileiro passou a interpretar o endurecimento europeu como uma forma sofisticada de proteção econômica. Em vez das tradicionais barreiras tarifárias, surgem mecanismos regulatórios capazes de limitar o acesso a mercados estratégicos por meio de exigências técnicas e sanitárias progressivamente mais complexas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A reação política dentro do próprio continente europeu ajuda a compreender esse cenário. Países como França e Polônia vêm ampliando resistências ao acordo Mercosul-União Europeia, impulsionados pela pressão de produtores rurais preocupados com o avanço da concorrência sul-americana no mercado agrícola.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid3"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A cronologia recente ampliou ainda mais as desconfianças do setor exportador brasileiro. O acordo comercial provisório firmado entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor em 1º de maio, permitindo que determinados produtos brasileiros passassem a acessar o mercado europeu com alíquota zero.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pouco depois, vieram as &lt;a data-textassist="true" href="https://www.cnnbrasil.com.br/agro/ue-deixa-brasil-fora-de-exportacoes-de-carnes-por-exigencias-sanitarias/" rel="noopener" target="_blank"&gt;restrições à carne brasileira&lt;/a&gt;. Para parte do agronegócio, a sequência temporal reforçou a percepção de que as exigências sanitárias passaram a operar também como instrumento de contenção competitiva em setores considerados sensíveis dentro da Europa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso não significa que as preocupações sanitárias sejam irrelevantes. A resistência antimicrobiana é tratada por organismos internacionais como um desafio crescente para os sistemas globais de saúde e produção animal. O ponto central da discussão está em saber até que ponto critérios técnicos legítimos podem também funcionar como instrumentos indiretos de proteção comercial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Brasil entra nesse debate em posição contraditória. O país reúne vantagens competitivas relevantes em capacidade produtiva, tecnologia tropical e ganho de produtividade. Ao mesmo tempo, ainda enfrenta dificuldades relacionadas à &lt;a data-textassist="true" href="https://www.cnnbrasil.com.br/agro/brasil-corre-contra-o-relogio-para-atender-rastreabilidade-exigida-pela-ue/" rel="noopener" target="_blank"&gt;rastreabilidade integral da cadeia pecuária&lt;/a&gt; e ao desgaste internacional de sua imagem ambiental nos últimos anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais do que uma disputa comercial isolada, o episódio antecipa uma nova lógica de competição internacional. O acesso aos mercados globais dependerá cada vez mais da capacidade de comprovar conformidade ambiental, sanitária e climática em cadeias produtivas complexas e altamente monitoradas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o Brasil, isso exigirá investimentos mais rápidos em rastreabilidade, certificação e transparência produtiva. Mas também demandará capacidade diplomática para evitar que critérios regulatórios sejam convertidos em barreiras econômicas disfarçadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No centro dessa disputa está uma questão estratégica sobre quem definirá as regras do comércio global de alimentos nas próximas décadas.&lt;/p&gt;
</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Pedro Côrtes</dc:creator><pubDate>Wed, 13 May 2026 03:10:15 -0300</pubDate><guid>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/analise-criterios-ambientais-redesenham-comercio-de-proteinas/</guid><guid isPermaLink="true">https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/analise-criterios-ambientais-redesenham-comercio-de-proteinas/</guid></item><item><title>Oscilação do Pacífico poderá reduzir intensidade do El Niño</title><link>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/ciencia/oscilacao-do-pacifico-podera-reduzir-intensidade-do-el-nino/</link><description>&lt;p&gt;O comportamento recente do Oceano Pacífico indica que as projeções mais extremas para o próximo El Niño talvez precisem ser analisadas com cautela. Embora os oceanos globais continuem registrando temperaturas recordes, um importante mecanismo climático de longo prazo pode estar atuando para limitar a intensidade máxima do fenômeno.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid2"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Trata-se da Oscilação Decadal do Pacífico (PDO, na sigla em inglês), um ciclo natural de aquecimento e resfriamento das águas da porção norte do Pacífico que influencia o comportamento do &lt;a data-textassist="true" href="https://www.cnnbrasil.com.br/agro/aquecimento-ja-altera-ate-a-forma-de-definir-el-nino/" rel="noopener" target="_blank"&gt;El Niño e da La Niña&lt;/a&gt; ao longo de décadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;análise da série histórica da PDO mostra um padrão relevante: os três episódios considerados como super El Niño nas últimas décadas ocorreram durante fases positivas da oscilação. Isso aconteceu em 1982–1983, em 1997–1998 e também em 2015–2016.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesses períodos, as águas do Pacífico apresentavam uma configuração mais favorável ao fortalecimento do El Niño. Em fases positivas da PDO, o oceano tende a facilitar o deslocamento de águas quentes para a porção leste do Pacífico, próxima à América do Sul. Isso ajuda a enfraquecer ventos que normalmente empurram essas águas em direção à Ásia e aumenta a interação entre oceano e atmosfera — condição essencial para &lt;a data-textassist="true" href="https://www.cnnbrasil.com.br/agro/chances-de-el-nino-em-2026-aumentam-e-mudam-os-planos-no-campo/" rel="noopener" target="_blank"&gt;episódios extremos do fenômeno&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;input class="fullscreen-checkbox" id="checkbox_attachment_14912614" type="checkbox"/&gt;&lt;figure aria-describedby="caption-attachment-14912614" class="wp-caption alignnone fullscreen-wrapper" id="attachment_14912614" style="width: 1024px"&gt;
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&lt;/label&gt;
&lt;img alt="" class="alignleft size-large wp-image-14912614 fullscreen-img" decoding="async" height="277" loading="lazy" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" src="https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/PDO-x-Super-El-Ninos.jpg-1.jpeg?w=1024" srcset="https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/PDO-x-Super-El-Ninos.jpg-1.jpeg 3630w, https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/PDO-x-Super-El-Ninos.jpg-1.jpeg?resize=300,81 300w, https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/PDO-x-Super-El-Ninos.jpg-1.jpeg?resize=768,208 768w, https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/PDO-x-Super-El-Ninos.jpg-1.jpeg?resize=1024,277 1024w, https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/PDO-x-Super-El-Ninos.jpg-1.jpeg?resize=880,238 880w, https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/PDO-x-Super-El-Ninos.jpg-1.jpeg?resize=194,52 194w, https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/PDO-x-Super-El-Ninos.jpg-1.jpeg?resize=100,27 100w, https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/PDO-x-Super-El-Ninos.jpg-1.jpeg?resize=1536,415 1536w, https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/PDO-x-Super-El-Ninos.jpg-1.jpeg?resize=2048,553 2048w, https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/PDO-x-Super-El-Ninos.jpg-1.jpeg?resize=150,41 150w, https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/PDO-x-Super-El-Ninos.jpg-1.jpeg?resize=250,68 250w, https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/PDO-x-Super-El-Ninos.jpg-1.jpeg?resize=111,30 111w" width="1024"/&gt;&lt;figcaption class="wp-caption-text" id="caption-attachment-14912614"&gt;Oscilação do Pacífico poderá reduzir intensidade do El Niño • Reprodução&lt;/figcaption&gt;&lt;/figure&gt;

&lt;p&gt;O cenário atual é diferente. A PDO permanece em fase negativa, o que historicamente tende a reduzir a probabilidade do desenvolvimento de super El Niños.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid3"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Essa condição já parece ter influenciado o episódio de 2023–2024. Embora o fenômeno tenha atingido níveis fortes em diversos indicadores internacionais, ele não apresentou o mesmo grau de organização atmosférica observado nos super El Niños clássicos de 1982, 1997 e 2015.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na prática, o oceano acumulava enorme quantidade de calor, mas a atmosfera não respondeu de forma tão intensa e persistente. Os ventos do Pacífico não perderam força de maneira tão prolongada e o sistema climático mostrou maior instabilidade ao longo do evento.
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&lt;button aria-label="Assista o vídeo Análise: El Niño traz frio para Sul  Sudeste e Centro Oeste | CNN NOVO DIA" class="video-button js-video-play active" tabindex="0"&gt;
&lt;img alt="Análise: El Niño traz frio para Sul  Sudeste e Centro Oeste | CNN NOVO DIA" class="thumbnail-image" src="https://img.youtube.com/vi/t2Itv4EqOms/sddefault.jpg" srcset="https://img.youtube.com/vi/t2Itv4EqOms/default.jpg 120w,
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&lt;span class="video-title"&gt;Análise: El Niño traz frio para Sul  Sudeste e Centro Oeste | CNN NOVO DIA&lt;/span&gt;
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&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso não significa que o El Niño tenha sido fraco. Pelo contrário. O episódio contribuiu para uma sequência histórica de recordes de temperatura global e ajudou a &lt;a data-textassist="true" href="https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/el-nino-amplia-risco-para-agro-e-energia-no-brasil/" rel="noopener" target="_blank"&gt;impulsionar eventos extremos&lt;/a&gt; em diferentes partes do planeta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o comportamento da PDO sugere que o Pacífico talvez ainda mantenha mecanismos naturais capazes de moderar episódios muito extremos de El Niño — mesmo em um planeta cada vez mais quente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, o aquecimento global adiciona um novo elemento à equação. Os oceanos estão hoje significativamente mais aquecidos do que há algumas décadas, o que pode reduzir parte da capacidade histórica da PDO de conter eventos extremos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso, a interação entre PDO e o sistema El-Niño – La-Niña passou a ser observada com atenção crescente por centros internacionais de monitoramento climático. O desafio agora é entender até que ponto os padrões climáticos conhecidos no século passado continuarão funcionando da mesma maneira em um planeta em acelerado aquecimento.&lt;/p&gt;
</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Pedro Côrtes</dc:creator><pubDate>Tue, 12 May 2026 03:36:25 -0300</pubDate><guid>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/ciencia/oscilacao-do-pacifico-podera-reduzir-intensidade-do-el-nino/</guid><guid isPermaLink="true">https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/ciencia/oscilacao-do-pacifico-podera-reduzir-intensidade-do-el-nino/</guid></item><item><title>Câmara aprova PL dos minerais críticos e redefine estratégia</title><link>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/camara-aprova-pl-dos-minerais-criticos-e-redefine-estrategia/</link><description>&lt;p&gt;A aprovação do PL 2780/2024 pela Câmara dos Deputados marca uma mudança importante na política mineral brasileira.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid2"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O &lt;a data-textassist="true" href="https://www.cnnbrasil.com.br/infra/camara-aprova-pl-dos-minerais-criticos-com-governo-forte-e-sem-veto-previo/" rel="noopener" target="_blank"&gt;texto aprovado&lt;/a&gt; consolida a percepção de que minerais críticos deixaram de ser apenas &lt;em&gt;commodities&lt;/em&gt; exportáveis e passaram a ocupar posição estratégica na disputa global por indústria, tecnologia e segurança econômica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A votação ocorreu em meio a forte pressão política e empresarial. O relatório inicial apresentado no início da semana provocou &lt;a data-textassist="true" href="https://www.cnnbrasil.com.br/infra/acoes-de-mineradoras-desabam-e-empresas-perdem-r-1-bi-apos-relatorio/" rel="noopener" target="_blank"&gt;reação imediata de mineradoras&lt;/a&gt; e investidores estrangeiros ao ampliar significativamente o poder de supervisão estatal sobre ativos considerados estratégicos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O texto aprovado nesta quarta-feira (6), porém, sofreu alterações relevantes nas negociações finais. Governo e lideranças partidárias atuaram para reduzir &lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/politica/pt-vai-apoyar-projeto-dos-minerais-criticos-apos-derrota-da-ala-estatizante/" rel="noopener" target="_blank"&gt;dispositivos considerados excessivamente intervencionistas&lt;/a&gt;, especialmente aqueles relacionados às atribuições do futuro comitê interministerial da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na versão aprovada, o comitê preserva funções de coordenação estratégica e definição de prioridades nacionais, mas perdeu parte das prerrogativas originalmente previstas para acompanhar reorganizações societárias e operações empresariais no setor mineral. A mudança buscou reduzir temores de insegurança regulatória.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid3"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Ainda assim, o núcleo econômico do projeto foi mantido. O PL cria instrumentos para estimular o processamento mineral no Brasil e reduzir a dependência histórica da exportação de minério bruto, incentivando etapas de beneficiamento, refino químico e industrialização doméstica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O texto também prevê a criação de um fundo voltado ao financiamento de pesquisa mineral, inovação tecnológica e desenvolvimento industrial associado aos minerais críticos. A proposta busca direcionar recursos da própria atividade mineral para ampliar capacidade tecnológica e agregação de valor no país.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro ponto relevante é o escalonamento dos incentivos fiscais conforme o grau de processamento realizado em território nacional. Na prática, os benefícios aumentam à medida que empresas avancem da simples extração para etapas mais sofisticadas de separação química, refino e manufatura tecnológica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A inclusão dos fertilizantes na política mineral reforça esse componente estratégico. O Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes que consome, condição que expõe o país a crises logísticas e oscilações geopolíticas internacionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O projeto aprovado tenta equilibrar dois objetivos frequentemente conflitantes: ampliar a coordenação estatal sobre recursos estratégicos sem produzir um ambiente de insegurança capaz de afastar investimentos privados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O resultado final mostra que o Brasil começa a tratar minerais críticos de forma semelhante ao que grandes potências já fazem há vários anos: como instrumentos de política industrial, segurança econômica e competição tecnológica global.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desafio agora será transformar reservas minerais em capacidade industrial efetiva. O protagonismo brasileiro dependerá menos da existência de jazidas e mais da capacidade de converter recursos naturais em cadeias tecnológicas sofisticadas, competitivas e previsíveis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O texto segue, agora, para apreciação do Senado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
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&lt;button aria-label="Assista o vídeo Análise: EUA precisam de terras raras | BASTIDORES CNN" class="video-button js-video-play active" tabindex="0"&gt;
&lt;img alt="Análise: EUA precisam de terras raras | BASTIDORES CNN" class="thumbnail-image" src="https://img.youtube.com/vi/-jr2rkd62Z0/sddefault.jpg" srcset="https://img.youtube.com/vi/-jr2rkd62Z0/default.jpg 120w,
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&lt;span class="video-title"&gt;Análise: EUA precisam de terras raras | BASTIDORES CNN&lt;/span&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;
</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Pedro Côrtes</dc:creator><pubDate>Fri, 08 May 2026 04:10:58 -0300</pubDate><guid>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/camara-aprova-pl-dos-minerais-criticos-e-redefine-estrategia/</guid><guid isPermaLink="true">https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/camara-aprova-pl-dos-minerais-criticos-e-redefine-estrategia/</guid></item><item><title>Parque do Jundu: a engenharia natural protegendo a orla de Santos</title><link>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/nacional/sudeste/sp/parque-do-jundu-a-engenharia-natural-protegendo-a-orla-de-santos/</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;A implantação do Parque do Jundu, na orla de Santos, representa mais do que a criação de um novo espaço urbano. &lt;strong&gt;Trata-se da reintrodução de um elemento ecológico essencial, historicamente suprimido pela urbanização da faixa costeira, e que agora passa a ser reconhecido como parte da própria “engenharia” natural das praias.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid2"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;O jundu corresponde a uma vegetação nativa característica do litoral brasileiro, inserida no ecossistema de restinga, que por sua vez integra o &lt;a data-textassist="true" href="https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/bromelias-enriquecem-o-solo-e-promovem-a-diversidade-de-plantas-na-floresta/" rel="noopener" target="_blank"&gt;bioma da Mata Atlântica&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;A palavra deriva do tupi-guarani &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;nhun’du&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;, cujo significado remete a “vegetação rasteira junto à faixa de praia”. &lt;strong&gt;Essa vegetação é composta por espécies adaptadas a condições extremas: solos arenosos, alta salinidade, ventos constantes e baixa disponibilidade de nutrientes.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Segundo a Prefeitura de Santos, a &lt;a data-textassist="true" href="https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/drones-fazem-papel-de-insetos-para-garantir-futuro-de-especies-nativas/" rel="noopener" target="_blank"&gt;recuperação dessa vegetação&lt;/a&gt; será por meio de um conjunto de ações já iniciadas: limpeza da área, retirada de espécies invasoras, preparo do solo e mapeamento ambiental. A etapa seguinte envolve o plantio de espécies nativas de restinga, com desenho que favoreça a formação de uma cobertura vegetal contínua e funcional. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
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&lt;button aria-label="Assista o vídeo Brasil pode ter até 25% da vegetação nativa degradada | BASTIDORES CNN" class="video-button js-video-play active" tabindex="0"&gt;
&lt;img alt="Brasil pode ter até 25% da vegetação nativa degradada | BASTIDORES CNN" class="thumbnail-image" src="https://img.youtube.com/vi/PBm1C1HmFK4/sddefault.jpg" srcset="https://img.youtube.com/vi/PBm1C1HmFK4/default.jpg 120w,
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&lt;span aria-label="Botão play do vídeo Brasil pode ter até 25% da vegetação nativa degradada | BASTIDORES CNN" class="video-play-button"&gt;&lt;/span&gt;
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&lt;span class="video-title"&gt;Brasil pode ter até 25% da vegetação nativa degradada | BASTIDORES CNN&lt;/span&gt;
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&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid3"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;O funcionamento dessa solução é relativamente simples, mas altamente eficaz quando bem implementado. O jundu atua como um sistema natural de estabilização costeira. Suas raízes ajudam a fixar a areia, reduzindo o transporte de sedimentos pelo vento. &lt;strong&gt;A vegetação também cria uma rugosidade superficial que diminui a velocidade dos ventos ao nível do solo, o que contribui para a deposição de partículas arenosas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Ao mesmo tempo, essa cobertura vegetal funciona como uma zona de amortecimento frente à ação das ondas, especialmente durante ressacas. Não se trata de bloquear o mar, mas de reorganizar a interação entre água, vento e sedimentos, favorecendo a manutenção da faixa de areia e reduzindo processos erosivos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Há ainda um componente estrutural importante: o jundu contribui para a formação e manutenção de microdunas. Essas elevações naturais funcionam como barreiras dinâmicas, que se ajustam ao longo do tempo às variações das condições costeiras. Diferentemente de estruturas rígidas, esse tipo de sistema possui capacidade de adaptação contínua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; color: #ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;LEIA TAMBÉM: &lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/agro/brasil-perde-vegetacao-natural-equivalente-ao-tamanho-da-bolivia-em-40-anos/" rel="noopener" style="color: #ff0000; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;Brasil perde vegetação natural equivalente ao tamanho da Bolívia em 40 anos&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;No caso específico de Santos, essa abordagem ganha relevância adicional. &lt;strong&gt;A cidade apresenta trechos com redução da faixa de areia e está sujeita a eventos recorrentes de ressaca, em um contexto de mudanças climáticas e elevação do nível do mar&lt;/strong&gt;. Ao mesmo tempo, a intensa urbanização da orla limita a capacidade natural de resposta do sistema costeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Nesse cenário, a recuperação do jundu cumpre uma dupla função. De um lado, restabelece &lt;a data-textassist="true" href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil/areas-reflorestadas-da-mata-atlantica-nao-se-integram-a-floresta-nativa/" rel="noopener" target="_blank"&gt;processos ecológicos fundamentais&lt;/a&gt; que haviam sido interrompidos. De outro, contribui para melhorar a resiliência da praia, organizando a dinâmica sedimentar e reduzindo a vulnerabilidade a processos erosivos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;É importante observar que a efetividade dessa solução depende de alguns fatores críticos. A continuidade da cobertura vegetal, o controle do pisoteio, a manutenção das áreas recuperadas e a integração com o uso urbano da orla são elementos determinantes para o seu desempenho ao longo do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;O Parque do Jundu, portanto, não é apenas um projeto paisagístico. Ele representa a reintrodução de um mecanismo natural de regulação costeira, baseado no funcionamento do próprio ecossistema. Em um ambiente altamente transformado como o de Santos, essa reconexão com processos naturais é, em si, uma estratégia técnica consistente e necessária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Pedro Côrtes</dc:creator><pubDate>Thu, 07 May 2026 03:37:46 -0300</pubDate><guid>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/nacional/sudeste/sp/parque-do-jundu-a-engenharia-natural-protegendo-a-orla-de-santos/</guid><guid isPermaLink="true">https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/nacional/sudeste/sp/parque-do-jundu-a-engenharia-natural-protegendo-a-orla-de-santos/</guid></item><item><title>EUA ampliam produção, mas seguem dependentes de terras raras</title><link>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/infra/eua-ampliam-producao-mas-seguem-dependentes-de-terras-raras/</link><description>&lt;p&gt;Os Estados Unidos voltaram a expandir a produção de terras raras e já operam em um patamar relevante no cenário global.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid2"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Em 2025, a produção atingiu cerca de 51 mil toneladas de REO (óxidos de terras raras), acima das 45,5 mil toneladas de 2024 e das cerca de 42 mil toneladas registradas entre 2021 e 2022. A trajetória é consistente e reflete uma política deliberada de recuperação da capacidade mineral doméstica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda assim, o avanço está concentrado na etapa de extração, com forte dependência da mina de Mountain Pass, na Califórnia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ponto central da análise, porém, não está na mineração, mas na estrutura da cadeia produtiva. Em 2025, o consumo americano de &lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/o-que-sao-terras-raras-e-porque-elas-sao-tao-importantes-para-a-economia/"&gt;compostos e metais de terras raras&lt;/a&gt; chegou a cerca de 27 mil toneladas, enquanto a produção interna dessas formas processadas ficou em torno de 8,9 mil toneladas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse descompasso evidencia um gargalo industrial relevante. A consequência direta é uma dependência líquida de importações próxima de 67%, indicando que dois terços do consumo dependem de cadeias externas.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid3"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Essa dependência é ainda mais significativa ao se observar a forma como os materiais entram no país. Parte importante das terras raras é importada na forma de compostos e metais, mas uma parcela crescente chega já incorporada a produtos industriais e eletrônicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso dificulta a mensuração precisa da dependência e amplia sua dimensão real. O problema, portanto, não é apenas quantitativo, mas estrutural, envolvendo cadeias globais complexas e altamente concentradas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A origem das importações reforça esse diagnóstico. Entre 2021 e 2024, cerca de 71% dos &lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/china-limita-venda-de-terras-raras-irrita-trump-e-brasil-ve-oportunidade/"&gt;compostos e metais importados vieram da China&lt;/a&gt;, incluindo Hong Kong, com Malásia, Japão e Estônia aparecendo como fornecedores secundários.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, parte desses fluxos intermediários também depende de insumos chineses, o que eleva a exposição efetiva dos Estados Unidos. Portanto, a dependência vai além da estatística bilateral e se insere em uma rede global dominada por poucos atores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O segmento mais sensível é o das terras raras pesadas, essenciais para aplicações de alto desempenho. Elementos como disprósio e térbio são fundamentais para ímãs utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas e sistemas militares avançados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse caso, a vulnerabilidade é absoluta: em 2025, os Estados Unidos mantiveram dependência de 100% de importações. Além disso, o fornecimento está fortemente concentrado na China,&lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/escassez-de-metais-de-terras-raras-preocupa-industrias-nos-estados-unidos/"&gt; ampliando o risco geopolítico&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse risco deixou de ser apenas potencial. Em 2025, a China reforçou controles de exportação sobre diversos elementos estratégicos, incluindo disprósio, térbio e ítrio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda que parte das medidas tenha sido ajustada ao longo do ano, o movimento consolidou as terras raras como instrumento de política industrial e externa. Para os Estados Unidos, isso significa maior volatilidade e risco nas cadeias de suprimento, especialmente em setores críticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Do ponto de vista da demanda, as terras raras ocupam uma posição transversal na economia americana. No mercado doméstico, o principal uso ainda está em catalisadores, sobretudo no refino de petróleo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, o vetor mais dinâmico está nos ímãs permanentes, que sustentam motores elétricos, eletrônicos e tecnologias ligadas à transição energética. Esses materiais também são indispensáveis para aplicações de defesa, como radares, sensores e sistemas de navegação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diante desse cenário, a estratégia americana combina expansão doméstica com diversificação externa. &lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/infra/australia-e-eua-reforcam-o-apoio-a-minerais-criticos-com-us-35-bilhoes/"&gt;A Austrália surge como parceiro estratégico relevante&lt;/a&gt;, com reservas de 6,3 milhões de toneladas e uma cadeia de processamento mais consolidada fora da China.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/minerais-criticos-podem-elevar-pib-do-pais-em-r-243-bi-ate-2050-diz-ubs/"&gt;O Brasil também aparece como alternativa no médio prazo&lt;/a&gt;, com cerca de 21 milhões de toneladas em reservas, embora ainda enfrente limitações industriais. &lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/infra/empresa-canadense-aposta-em-nova-fronteira-de-terras-raras-no-nordeste/"&gt;Canadá&lt;/a&gt;, Vietnã e países africanos complementam esse mapa de possíveis fornecedores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda assim, a equação estrutural permanece inalterada. Os Estados Unidos não enfrentam uma escassez significativa de recursos minerais, mas sim uma lacuna na capacidade de transformação industrial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto a expansão da mineração não for acompanhada por avanços equivalentes em refino, separação e produção de ímãs, a dependência externa continuará elevada. A produção cresce, mas a autonomia estratégica segue incompleta.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="9F32Lnj1mh"&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://stories.cnnbrasil.com.br/economia/minerais-criticos-podem-elevar-pib-do-pais-em-r-243-bi-ate-2050-diz-ubs/"&gt;Minerais críticos podem elevar PIB do país em R$ 243 bi até 2050&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe class="wp-embedded-content" data-secret="9F32Lnj1mh" data-src="https://stories.cnnbrasil.com.br/economia/minerais-criticos-podem-elevar-pib-do-pais-em-r-243-bi-ate-2050-diz-ubs/embed/#?secret=5wADh8bnJG#?secret=9F32Lnj1mh" frameborder="0" height="600" loading="lazy" marginheight="0" marginwidth="0" sandbox="allow-scripts" scrolling="no" security="restricted" style="position: absolute; visibility: hidden;" title="“Minerais críticos podem elevar PIB do país em R$ 243 bi até 2050” — Web Stories CNN Brasil" width="360"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Pedro Côrtes</dc:creator><pubDate>Thu, 07 May 2026 03:27:16 -0300</pubDate><guid>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/infra/eua-ampliam-producao-mas-seguem-dependentes-de-terras-raras/</guid><guid isPermaLink="true">https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/infra/eua-ampliam-producao-mas-seguem-dependentes-de-terras-raras/</guid></item><item><title>Análise: Brasil possui terras raras, mas falta estratégia</title><link>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/analise-brasil-possui-terras-raras-mas-falta-estrategia/</link><description>&lt;p&gt;Os Estados Unidos consomem hoje algo próximo de 27 mil toneladas anuais de terras raras em equivalente de óxidos, segundo o US Geological Survey.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid2"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O dado, por si só, já seria relevante. Mas ele ganha outra dimensão quando se observa que cerca de dois terços dessa demanda ainda dependem de importações — em especial de cadeias industriais nas quais a China mantém posição dominante. O problema estratégico americano não é a falta de minério; é a ausência de processamento em escala.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Do outro lado dessa equação está a China, que opera em um patamar completamente distinto. Com produção anual da ordem de 270 mil toneladas, o país responde por cerca de 70% da extração global e, mais importante, por mais de 90% da capacidade de processamento de &lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/analise-terras-raras-e-o-lugar-do-brasil-nas-cadeias-globais/" rel="noopener" target="_blank"&gt;terras raras&lt;/a&gt; magnéticas, segundo a International Energy Agency.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso significa que, mesmo quando o minério é extraído fora do território chinês, frequentemente retorna à China para processamento. A assimetria não é apenas quantitativa; é estrutural.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse contexto, o Brasil surge como uma promessa recorrente. O país detém cerca de 21 milhões de toneladas em reservas, segundo o USGS, o que o coloca entre os maiores detentores globais desses recursos. Em termos geológicos, é um ativo comparável a metade das reservas chinesas e muito superior às reservas norte-americanas. No entanto, a produção brasileira permanece ao redor de 2 mil toneladas por ano, uma fração quase residual diante da escala global.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid3"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Essa diferença entre potencial e realidade não é trivial. Se toda a produção brasileira atual fosse direcionada aos EUA, ela cobriria pouco mais de 7% do consumo americano. Ou seja, mesmo um redirecionamento completo da oferta brasileira não resolveria o problema estratégico dos EUA. A dependência não é apenas de volume, mas de cadeia produtiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ponto central, portanto, não está na mineração em si, mas na ausência de um ecossistema industrial integrado. &lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/infra/setor-privado-ve-espaco-para-refinar-litio-e-terras-raras-no-brasil/" rel="noopener" target="_blank"&gt;Terras raras&lt;/a&gt; não são commodities tradicionais. Sua viabilidade econômica depende de processos complexos de separação química, refino e fabricação de ímãs permanentes de alta performance — insumos críticos para veículos elétricos, turbinas eólicas, sistemas de defesa e eletrônicos avançados. É exatamente nesses elos que a China consolidou sua vantagem ao longo de décadas.&lt;br/&gt;
A implicação geopolítica é direta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A disputa por terras raras não é uma corrida por reservas, mas por capacidade industrial. Os Estados Unidos avançam com subsídios e políticas industriais para reconstruir essa cadeia. A União Europeia segue caminho semelhante. O Brasil, por sua vez, ainda oscila entre a condição de exportador de minério e a ambição de integrar etapas de maior valor agregado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há, no entanto, uma janela de oportunidade. A reorganização das cadeias globais — impulsionada por tensões geopolíticas e pela transição energética — cria espaço para novos entrantes. Mas essa janela é estreita e exige decisões coordenadas. Sem investimento em refino, inovação tecnológica e integração industrial, o país corre o risco de repetir um padrão histórico: abundância de recursos naturais combinada com baixa captura de valor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em última instância, o dilema brasileiro é menos geológico e mais institucional. O país já possui o recurso. O que ainda não construiu é a estratégia.&lt;/p&gt;
</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Pedro Côrtes</dc:creator><pubDate>Wed, 06 May 2026 06:20:39 -0300</pubDate><guid>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/analise-brasil-possui-terras-raras-mas-falta-estrategia/</guid><guid isPermaLink="true">https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/analise-brasil-possui-terras-raras-mas-falta-estrategia/</guid></item><item><title>Análise: EUA saem do conflito, mas risco segue em Ormuz</title><link>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/internacional/analise-eua-saem-do-conflito-mas-risco-segue-em-ormuz/</link><description>&lt;p&gt;A declaração do secretário de Estado Marco Rubio, indicando que a ação militar dos EUA contra o Irã foi encerrada, introduz um novo vetor de leitura para o mercado global de energia. Não se trata de um ponto final no conflito, mas de uma inflexão tática de Washington diante de um impasse que já produzia custos crescentes — sobretudo via petróleo, logística e inflação.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid2"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A retirada americana reduz, no curto prazo, o risco de escalada direta entre Estados Unidos e Irã. No entanto, ela não resolve o elemento central da crise: a instabilidade no &lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/trump-suspende-operacao-para-guiar-navios-pelo-estreito-de-ormuz/" rel="noopener" target="_blank"&gt;Estreito de Ormuz&lt;/a&gt;. O gargalo permanece. E, enquanto persistir, continuará funcionando como mecanismo de formação de preços no mercado internacional. O Brent pode até reagir com alívio pontual, mas dificilmente retornará aos níveis pré-crise sem uma normalização efetiva da navegação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O movimento de Washington sugere uma recalibração estratégica. Ao encerrar a ação militar, os EUA evitam o cenário mais adverso — uma guerra regional ampliada —, mas também reconhecem, implicitamente, os limites da resposta militar frente a um ativo geoeconômico como Ormuz. A disrupção do fluxo de petróleo não exige controle territorial pleno; basta a manutenção de um ambiente de risco elevado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esse reposicionamento abre espaço para uma dinâmica mais diplomática, possivelmente mediada por atores regionais. Mas há um ponto crucial: o Irã sai relativamente fortalecido em termos de barganha. Ao sustentar semanas de tensão em uma das rotas mais sensíveis do comércio global, Teerã demonstrou capacidade de influenciar preços e expectativas com custos relativamente baixos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o mercado, o sinal é ambíguo. De um lado, a redução da presença militar americana tende a comprimir parcialmente o prêmio de risco. De outro, a ausência de uma solução estrutural para Ormuz mantém a incerteza incorporada nos preços. Em termos práticos, isso significa maior volatilidade e um novo patamar de referência para o petróleo — mais alto e mais sensível a eventos.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid3"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;
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&lt;button aria-label="Assista o vídeo Governo Trump indica que foco agora é reabrir Estreito de Ormuz | CNN PRIME TIME" class="video-button js-video-play active" tabindex="0"&gt;
&lt;img alt="Governo Trump indica que foco agora é reabrir Estreito de Ormuz | CNN PRIME TIME" class="thumbnail-image" src="https://img.youtube.com/vi/EZFvnj5JM6A/sddefault.jpg" srcset="https://img.youtube.com/vi/EZFvnj5JM6A/default.jpg 120w,
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&lt;/div&gt;
&lt;span class="embedded-video video-player-wrapper" data-youtube-height="480px" data-youtube-hl="pt" data-youtube-id="EZFvnj5JM6A" data-youtube-mute="0" data-youtube-play="0" data-youtube-plcmt="1" data-youtube-position="" data-youtube-ui="" data-youtube-vpa="click" data-youtube-vpmute="0" data-youtube-width="640px"&gt;&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há implicações diretas para economias importadoras. O encarecimento do frete marítimo, o aumento dos seguros e a recomposição de estoques elevam custos ao longo de toda a cadeia. No Brasil, isso se traduz em pressão sobre combustíveis, com efeitos indiretos sobre inflação e política monetária. Mesmo com alguma capacidade de amortecimento via produção doméstica, o país não está imune a esse choque.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/acao-militar-dos-eua-contra-o-ira-iniciada-em-fevereiro-terminou-diz-rubio/" rel="noopener" target="_blank"&gt;encerramento da operação militar&lt;/a&gt;, portanto, não é um desfecho, mas uma mudança de fase. A guerra sai do campo cinético e migra para o terreno da influência econômica e da gestão de risco. E, nesse ambiente, a variável decisiva deixa de ser a intensidade do confronto e passa a ser a estabilidade — ou não — de um estreito que continua a ditar o ritmo do mercado global de energia.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="iOH2dIsLLr"&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://stories.cnnbrasil.com.br/internacional/por-que-o-estreito-de-ormuz-e-tao-importante-para-a-economia-do-mundo/"&gt;Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe class="wp-embedded-content" data-secret="iOH2dIsLLr" data-src="https://stories.cnnbrasil.com.br/internacional/por-que-o-estreito-de-ormuz-e-tao-importante-para-a-economia-do-mundo/embed/#?secret=BlyrL3Eeen#?secret=iOH2dIsLLr" frameborder="0" height="600" loading="lazy" marginheight="0" marginwidth="0" sandbox="allow-scripts" scrolling="no" security="restricted" style="position: absolute; visibility: hidden;" title="“Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?” — Web Stories CNN Brasil" width="360"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Pedro Côrtes</dc:creator><pubDate>Wed, 06 May 2026 04:00:11 -0300</pubDate><guid>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/internacional/analise-eua-saem-do-conflito-mas-risco-segue-em-ormuz/</guid><guid isPermaLink="true">https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/internacional/analise-eua-saem-do-conflito-mas-risco-segue-em-ormuz/</guid></item><item><title>Minerais críticos: o que muda com o parecer do relator</title><link>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/minerais-criticos-o-que-muda-com-o-parecer-do-relator/</link><description>&lt;p&gt;A leitura do parecer do &lt;strong&gt;Projeto de Lei nº 2.780/2024&lt;/strong&gt; na Câmara dos Deputados, na segunda-feira (4), reposiciona o debate sobre minerais críticos no Brasil em um patamar mais estratégico e mais exigente. O relatório do deputado Arnaldo Jardim abandona a ideia de um&lt;strong&gt; Estado empresário&lt;/strong&gt; e aposta em um &lt;strong&gt;Estado regulador&lt;/strong&gt;, com instrumentos para coordenar um&lt;br/&gt;
setor que deixou de ser apenas mineral para se tornar geopolítico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ponto central é a criação de um conselho interministerial para minerais críticos e estratégicos, com prerrogativa de analisar previamente projetos, mudanças de controle acionário e parcerias internacionais. Trata-se de um mecanismo inspirado em práticas adotadas por grandes economias, que passaram a tratar esses ativos como questão de &lt;strong&gt;segurança nacional&lt;/strong&gt;. O Brasil, ao aderir a esse modelo, sinaliza que não pretende assistir passivamente à reorganização global dessas cadeias.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid2"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Mas o desenho carrega um risco evidente. Ao concentrar poder de decisão em um colegiado, o país ganha capacidade de coordenação e abre espaço para &lt;strong&gt;discricionariedade&lt;/strong&gt;. Sem critérios técnicos claros e previsíveis, o instrumento pode oscilar entre política industrial e arbitragem política, um desvio que historicamente&lt;strong&gt; cobra caro&lt;/strong&gt; em termos de investimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O parecer também avança ao estruturar um sistema de incentivos escalonado para agregação de valor. A lógica é direta: quanto maior o nível de processamento — do beneficiamento à transformação industrial — maior o acesso a estímulos. O diagnóstico está correto. O Brasil, não pode permanecer como &lt;strong&gt;exportador de minério bruto&lt;/strong&gt; em um mercado que remunera, tecnologia, não tonelagem. Há o desafio de calibrar esse modelo para não penalizar projetos ainda imaturos ou dependentes de tecnologia externa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse ponto, o relatório introduz um elemento adicional de política industrial: a criação de um &lt;strong&gt;fundo de pesquisa e desenvolvimento&lt;/strong&gt; financiado por contribuição de &lt;strong&gt;0,5% da receita bruta&lt;/strong&gt; das mineradoras. A medida pode parecer, à primeira vista, mais um custo em um setor que frequentemente reclama de carga tributária elevada. Mas há uma racionalidade econômica por trás. Sem investimento contínuo em inovação, o país dificilmente avançará na cadeia de valor — e continuará dependente de tecnologia importada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tentativa de transformar recursos naturais em plataforma de desenvolvimento tecnológico é o ponto mais ambicioso — e mais incerto — do parecer. O Brasil já percorreu esse caminho em outros setores, com resultados desiguais. O histórico recomenda cautela: política industrial sem execução consistente tende a se diluir em incentivos dispersos e baixa eficiência.&lt;/p&gt;&lt;div class="custom__ad__element" id="mid3"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Há ainda um componente geopolítico que não pode ser ignorado. O timing da votação, às vésperas da viagem do presidente Lula para um encontro com o presidente Trump, indica que o país busca se posicionar em&lt;strong&gt; negociações globais&lt;/strong&gt; com uma agenda mais definida para minerais críticos. Em um cenário em que Estados Unidos, China e União Europeia disputam acesso e controle sobre esses recursos, a ausência de estratégia deixou de ser uma opção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O parecer, portanto, cumpre um papel relevante ao organizar diretrizes e criar instrumentos. Mas não resolve o problema central. O Brasil não carece de leis — carece de execução coordenada, previsibilidade regulatória e capacidade de transformar diretrizes em projetos concretos. É nesse terreno que a&lt;strong&gt; política de minerais críticos&lt;/strong&gt; será, de fato, testada.&lt;/p&gt;
</description><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Pedro Côrtes</dc:creator><pubDate>Tue, 05 May 2026 09:33:29 -0300</pubDate><guid>https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/minerais-criticos-o-que-muda-com-o-parecer-do-relator/</guid><guid isPermaLink="true">https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/minerais-criticos-o-que-muda-com-o-parecer-do-relator/</guid></item></channel></rss>